NÃO QUER FICAR DE FORA

Galvan procura partido para disputar Senado e quer garantia de candidatura nas convenções

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O pré-candidato ao Senado Antônio Galvan, atualmente sem partido, afirmou que não tem dificuldade para se filiar a uma nova sigla, mas busca uma legenda que lhe dê segurança de que sua candidatura não será retirada durante as convenções partidárias.

Galvan deixou recentemente o Democracia Cristã após mudanças na direção estadual da sigla. Ele estava filiado ao partido e contava com a esposa, a advogada Paula Boaventura, na presidência do diretório de Mato Grosso. No entanto, a executiva nacional da legenda, comandada por João Caldas, decidiu substituir o comando estadual, retirando Paula da função.

Com a mudança, Galvan afirmou que foi informado de que não teria mais espaço para disputar o Senado pela sigla. Segundo ele, a direção nacional condicionou sua permanência à candidatura a deputado federal ou à composição como suplente da pré-candidata ao Senado Janaina Riva (MDB). Diante do cenário, decidiu deixar o partido.

A dificuldade não é se filiar a um partido, pelo contrário. Há vários partidos esperando nossa decisão. O que queremos é segurança para que não aconteça novamente o que ocorreu no DC”, afirmou Galvan em entrevista ao programa Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real.

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Atualmente, o pré-candidato mantém diálogo com o Podemos e com o Partido da Renovação Democrática. No entanto, ambas as siglas tendem a apoiar o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o Governo do Estado.

Esse grupo político também tem como possível candidato ao Senado o atual governador Mauro Mendes (União Brasil). Sem proximidade com a base governista, Galvan avalia que poderia novamente perder espaço caso se filie a um partido alinhado a esse bloco.

Risco nas convenções

Segundo ele, mesmo após a filiação, os partidos ainda podem retirar um nome da disputa durante o processo interno que define oficialmente as candidaturas.

“As filiações se encerram no dia 3 de abril, seis meses antes das eleições. Chega na convenção e simplesmente podem te tirar da disputa, sem direito de concorrer. Isso é facinho de acontecer”, afirmou.

Além dessas siglas, Galvan confirmou que também conversa com o Agir, embora as negociações ainda não tenham avançado.

“Acreditei que teria essa segurança no Democracia Cristã e, infelizmente, não tivemos. Agora estamos conversando para ter certeza de um partido A, B ou C, ligado ao campo de centro e direita”, concluiu.

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