CÂMARA DE CUIABÁ

“Foi um pedido que o prefeito eleito me fez”, diz Chico ao justificar desistência de reeleição da Mesa

Agora, a indica de Brunini para concorrer ao comando da Casa de Leis, a vereadora novata Paula Calil (PL), é a única candidata ao cargo

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O vereador Chico 2000 (PL), atual presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, disse em entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (31), que desistiu de registrar candidatura à reeleição após pedido do prefeito eleito, Abílio Brunini (PL). Agora, a indica de Brunini para concorrer ao comando da Casa de Leis, a vereadora novata Paula Calil (PL), é a única candidata ao cargo.

Conforme Chico, o prefeito eleito disse que caso ele não tivesse votos suficientes para a disputa, que ele desistisse do pleito. Chico entrou na disputa nas últimas semanas para substituir o nome de Jeferson Siqueira (PSD), que também desistiu da disputa após travar uma guerra de farpas com Abilio Brunini (PL). Apesar de estar na presidência da Casa, o nome Chico não agradou os colegas parlamentares.

Enquanto isso, Paula, eleita nas eleições municipais de outubro, já vinha articulando o cargo desde o resultado das urnas, além disso, ela conta com apoio de Abilio. A chapa da parlamentar foi oficializou, na noite desta segunda-feira (30), a chapa Renovação e Igualdade, afirmando ter 17 votos garantidos dos 27 votos dos vereadores.

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“A gente precisa ser responsável e coerente. Eu não quero e não pretendo ser motivo de discórdia. Quando me chamaram para reeleição, eu aceitei e fui trabalhar isso, sempre de forma muito clara e deixei isso claro para o prefeito eleito que eu faria essa tentativa. Naquela oportunidade, ele me pediu que se eu não construísse uma chapa com 14 votos se eu poderia não registrar candidatura. Foi um pedido que o prefeito eleito me fez. Eu disse a ele que se eu não viabilizasse os 14 votos eu não faria do plenário um picadeiro”, afirmou Chico à imprensa.

O vereador disse ainda, que contava com o apoio do ex-líder de governo do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), Marcrean Santos (MDB) e do novato Alex Rodrigues (PV).

“Hoje efetivou-se que não chegaríamos aos 14 votos. Infelizmente, dois votos que nós contávamos como certos, do Marcrean e do Alex, esses votos não aconteceram. Nós tínhamos certeza do apoio. Primeiro que o Marcrean, líder do atual prefeito, Emanuel Pinheiro, vereador antigo, e o vereador Alex esteve na gestão do Emanuel por vários anos utilizando inclusive da estrutura da secretaria para fortalecer a sua eleição, nós acreditávamos que teríamos esses dois votos”, detalhou.

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“Com a não vinda deles, nós não chegaríamos a 14, chegaríamos no máximo a 12. Por isso, não vejo razão para registrar chapa, fazer debate no plenário quando já sabemos que não alcançaremos os 14 votos. Seria deselegante da nossa parte. Em razão disso, eu disse a ele que não registramos a chapa”.

O parlamentar aproveitou para criticar novamente a interferência de Abilio, e de deputados estaduais da Assembleia Legislativa (ALMT), na eleição da Mesa Diretora da Câmara.

“Com toda certeza que a interferência do futuro Palácio Alencastro e da Assembleia Legislativa (ALMT) pesaram. Eu sempre disse que é uma briga de Davi contra 3 Golias. Sabíamos que seria uma luta dura, mas fizemos questão de marcar posição, mas infelizmente não conseguimos alcançar o objetivo. Mas é assim, o Brasil já perdeu pra Alemanha de 7 a 1”, completou

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