A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), disse ser contrária à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Para ela, a medida não é o caminho adequado para enfrentar a violência doméstica e de gênero.
A proposta de CPI foi apresentada pela deputada estadual Edna Sampaio (PT) com o objetivo de investigar o alto número de feminicídios registrados no estado. No entanto, após uma reunião entre a parlamentar e o Executivo, a ideia perdeu apoio e foi transformada em uma Comissão Temática, que deve ser instalada nos próximos dias.
“CPI não resolve o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, porque ela é mais estrutural. Temos que convocar toda uma sociedade. São campanhas, são diálogos, são conversas, são capacitações”, afirmou Flávia.
Questionada sobre a possibilidade de a CPI ter caráter político, com reflexos eleitorais, a prefeita disse esperar que o tema não seja utilizado como estratégia para 2026.
“Espero que não tenha cunho político-eleitoral, até porque é um assunto sério. Quando você vai falar de feminicídio, não pode passar isso por cunho eleitoral”, destacou.
Ações em Várzea Grande
Flávia também citou iniciativas voltadas ao combate à violência em Várzea Grande. A prefeita afirmou que tem buscado ampliar a rede de proteção, com destaque para a criação de uma Delegacia da Mulher no município.
“Eu vou ter essa pauta para a gente abrir, sim, a delegacia, mas mais do que isso, quero fortalecer a rede de enfrentamento, porque é muito importante a gente ter justamente isso”, disse.
Entre as medidas já em andamento, ela destacou a capacitação de profissionais da educação para identificar situações de violência doméstica que possam envolver estudantes e suas famílias.
“Tenho que capacitar a professora aqui para ela identificar um aluno que pode estar sofrendo uma violência, ou que saiba que a mãe está sofrendo. Então, tenho que capacitar a rede de ensino, o professor… E isso é você fazer o combate”, completou.



















