RECURSOS DEVEM VOLTAR

Deputado Rodrigo Zaeli defende mais investimentos para os municípios e reforma no Código Penal

Zaeli, que se caracteriza um político municipalista, defende que os recursos de Brasília voltem para os municípios
Arquivo Pessoal

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Em seu primeiro mandato como deputado federal, Rodrigo da Zaeli (PL), já tem uma longa história na vida pública, com início em 2010, quando foi secretário de trânsito em Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá). Vereador por dois mandatos (2012 – 2020), Zaeli assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados, após a vitória do prefeito Abilio Brunini (PL), em outubro de 2024.

Zaeli, que se caracteriza um político municipalista, defende que os recursos de Brasília voltem para os municípios.

“Não podemos concentrar 60% do recurso em Brasília, 27% no Estado e só 13% nos municípios. As pessoas não moram na capital federal, moram nas cidades de Mato Grosso, e lá que tem que chegar o recurso, lá que tem que chegar a educação e a saúde”, defendeu o deputado.

“Então, nós temos que brigar lá em Brasília para que essas ações tomadas pelo governo federal beneficiem o Estado de Mato Grosso. Isso é mais um trabalho de estar nos gabinetes, de conversar com os ministros, entender como é que é o processo e forçar para que os recursos que nós mandamos, que os parlamentares mandam para o Estado, sejam bem executados”, disse.

Com apenas 60 dias de mandato, Zaeli diz que até o momento não encontrou nenhuma dificuldade na Câmara. O deputado compõe a Comissão das Pessoas com Deficiência, Comissão de Indústria, Comércio e Serviços e Comissão de Desenvolvimento Econômico.

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“As comissões foram instaladas ontem, então os projetos que foram votados, foram projetos mais de consenso, que já tinham se debatido nas comissões, e projetos que os partidos já tinham definido os seus votos. Agora que vai começar os trabalhos, os projetos são analisados pelas comissões, vêm as discussões realmente dos temas”, explicou.

Para Zaeli, as funções exercidas no legislativo são parecidas com a função de vereador, o que facilitou sua adaptação. O parlamentar explica que o deputado federal tem duas funções. A primeira é discutir os projetos que estão em debate em Brasília, e a segunda é viajar pelo estado e levar correções deficitárias de cada prefeitura, além de buscar recursos e promover o desenvolvimento de cada cidade e a segurança.

De acordo com Zaeli, as leis voltadas para segurança pública são fracas e precisam passar por uma reforma no Código Penal.

Recentemente, Rodrigo apresentou um projeto de lei no Congresso Nacional, que aumenta a pena para crimes de furto e roubo de equipamentos de segurança pública e privada, tais como câmeras e alarmes. O projeto tem como objetivo desestimular práticas criminosas.

“Um levantamento feito na região sul de Mato Grosso demonstrou que houve um aumento do dano a esses equipamentos. Porque 90% dos crimes estão sendo solucionados hoje e estão usando imagens. Então, os criminosos quebram esses equipamentos para que eles não possam ser identificados nos crimes que cometem. Por isso, nós estamos majorando a pena, porque a pena de dano é muito leve, 1 ano e 6 meses. Aumentando essa pena eles vão pensar duas vezes”, disse.

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“Nos últimos dois anos toda modificação que houve na Delegação Penal foi para suavizar a pena, com a desculpa de que o encarceramento é prejudicial. Eles estão querendo cada vez menos deixar a pessoa na cadeia, isso só fortalece o crime. Tem que endurecer as leis para as pessoas tenham receio de partir para esse mundo [crime]”.

Feliz no PL

Rodrigo Zaeli disse se identificar com a ideologia do PL e está feliz na sigla. “Eu acredito na ideologia do PL. Do liberalismo, livre comércio, na valorização de alguns preceitos como a família, como a nossa liberdade. Ninguém é obrigado a fazer nada, mas que você tenha a liberdade de fazer o que você quiser e assumir as suas responsabilidades. Particularmente eu estou feliz no partido que eu estou”, disse.

Com isso, apesar de estar há pouco tempo no Congresso, o deputado já trabalha pensando na reeleição em 2026.

“Acredito que nós podemos contribuir muito ainda para o Estado. E agora é formar base, conversar com as pessoas, tentar colocar nossas ideias claras para a população. Nós temos que estar muito firmes na opinião que nós temos”, finalizou.

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