CASO RENATO NERY

Delegado diz que empresário foi “frio e irônico” ao negar envolvimento em morte de advogado; esposa sinaliza colaborar

Segundo o delegado, Cesar ficou negou envolvimento com o assassinato e ficou calado durante o depoimento
Reprodução internet

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O delegado Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), um dos reesposáveis pelas investigações da morte do advogado Renato Nery, disse em coletiva de imprensa na manhã segunda-feira (12), que o empresário de Primavera do Leste (a 240 km de cUiabá), César Jorge Sechi preso na última sexta-feira (9), foi  “frio” e “irônico”, no momento da prisão.

A sua esposa dele, Julinere Goulart Bentos, também foi presa na mesma ação. De acordo com Albuquerque, já a empresária decidiu colaborar com as investigações. O casal é apontado de encomendar a morte de Renato Nery, ocorrida em em julho de 2024, quando ele chegava em seu escritório na avenida Fernando Côrrea, em Cuiabá. 

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Segundo o delegado, Cesar ficou negou envolvimento com o assassinato e ficou calado durante o depoimento. 

“Bastante frio, de certa forma, um pouco até, como se pode se dizer, irônico. Ele alega que é um completo equívoco. Pelo que a gente percebe do comportamento dele, ele acredita que nada vai ficar comprovado, e até que ele consiga a liberdade. Mas temos elementos suficientes para dizer que ele é um dos mandantes”, diz o delegado.

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Porém o delegado garante, esses elementos não são apenas testemunhais, mas também há documentais que apontam que o empresário é um dos mandantes do crime. 

“Temos elementos que podem ser documentais e falas de pessoas próximas a ele que o apontam. No final as coisas vão se afunilando e é natural de qualquer investigação. Um vai entregando o outro, isso acontece”, afirmou. 

Segundo o delegado, para a Polícia não restam dúvidas de que César é um dos mandantes do crime. 

“Temos certeza do que a gente tem e acreditamos piamente que tanto o Ministério Público, quanto o Poder Judiciário estão atentos a esses elementos de prova que tem cada um desses investigados, e que essas prisões serão mantidas”.

A empresária Julinere, por outro lado, já teria sinalizado colaboração. Segundo o delegado Bruno Abreu, também responsável pela investigação, ela conversou com a Polícia por algumas horas ainda em casa, no dia da prisão, mas o conteúdo da conversa não foi divulgado. Ela deve prestar depoimento oficial nesta terça-feira (13), acompanhada de seu advogado.

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Relembre o caso

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital.

O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.

Julinere e César foram presos após a confissão do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de ser o “arquiteto” do crime, que está preso desde o dia 7 de março. Segundo ele, foram pagos R$ 150 mil pelo homicídio.

Conforme Albuquerque, a única linha de investigação sobre a motivação do crime é de que Renato tenha tido a morte encomendada por uma disputa envolvendo uma propriedade rural avaliada em R$ 30 milhões. 

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