LUCAS DO RIO VERDE

Delegado acusado de corrupção e assédio sexual é preso em MT

Além da prisão, a autoridade também foi alvo de mandado de busca e apreensão domiciliar. O caso está sob investigação

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O delegado João Antônio Batista Ribeiro Torres, da Delegacia de Lucas do Rio Verde (a 360 km de Cuiabá), foi preso na tarde de terça-feira (11), após denúncias de recebimento de propina, assédio sexual e corrupção passiva. Além da prisão, a autoridade também foi alvo de mandado de busca e apreensão domiciliar. O caso está sob investigação.

O delegado foi detido na rodoviária de Cuiabá, no momento em que chegava de uma viagem de Minas Gerais.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, as medidas cautelares foram solicitadas pela Corregedoria-Geral, aceitas pelo Ministério Público e decretadas pelo juízo da Comarca de Lucas do Rio Verde. 

Por meio de nota, a Polícia Civil de Mato Grosso informou que não comentará os procedimentos internos até a conclusão do caso, mas reafirmou seu compromisso com a investigação, independentemente dos envolvidos.


Entenda o caso 

As acusações contra João Antônio começaram a ser apuradas em outubro de 2024, quando um relatório técnico revelou indícios de corrupção envolvendo o delegado. Entre as acusações, ele teria solicitado R$ 30 mil a um empresário para evitar a instauração de um inquérito após um acidente de trânsito e recebido R$ 40 mil de um advogado para arquivar uma investigação sobre falsidade ideológica em documentos de propriedade rural.

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Em janeiro de 2025, a Corregedoria-Geral solicitou seu afastamento alegando que sua permanência na delegacia poderia interferir no andamento das investigações. Além dos casos de propina, João Antônio também é suspeito de utilizar uma empresa de grãos, da qual seria sócio, para movimentar recursos ilícitos.

Além disso, o delegado é investigado por ter transferido para si próprio um inquérito que estava sob responsabilidade de outra delegada, com o objetivo de favorecer interesses de terceiros.


João também é acusado de assediar sexualmente uma servidora da delegacia. Segundo as investigações, a vítima teria sido exonerada do cargo após a denúncia, sem que houvesse prosseguimento no caso. O afastamento da servidora teria ocorrido devido à proximidade entre o delegado denunciado e a delegada titular da unidade, o que impediu a continuidade da apuração na época.

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