Como uma peça de roupa usada por Pelé na Copa virou look de Bad Bunny em turnê no Brasil

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Em menos de 24 horas, uma peça utilizada por Pelé na Copa do Mundo de 1966 saiu de uma loja de artigos esportivos de colecionador, localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, para vestir Bad Bunny no segundo show do astro pop, que lotou o Allianz Parque sexta e sábado da semana passada, nas suas primeiras apresentações em solo brasileiro.

A homenagem ao Rei do Futebol, reforçada na troca da letra da música MONACO, cantada pelo portorriquenho como “marcar um gol depois de Pelé e Maradona” em vez de “Messi e Maradona”, contou com curadoria da equipe do próprio cantor e ajuda essencial de Cássio Brandão.

Dono da Alambrado Futebol e Cultura, loja com peças históricas do futebol mundial, o colecionador possui 115 itens do maior ídolo do Santos e participou do processo que levou Bad Bunny a vestir uma mesma jaqueta utilizada pelo ex-camisa 10 na Copa de 1966.

– Vieram no sábado, por volta das 14h (de Brasília), e ficaram umas duas horas. Fizemos uma cocriação, separamos 10 itens. Pedi para não entrar camisas autografadas, pois imagina se chove… e eles toparam – contou Brandão, em conversa com o ge.

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– Chegamos a três peças: uma jaqueta usada pelo Pelé na Copa de 1958; a jaqueta de 1966, que o Benito usou no show e é a mais estilosa; e uma camisa da seleção de 1978, única edição de Mundial que o Brasil vestiu adidas (mesma marca que patrocina o cantor)– relembra.

A curadoria de “cocriação” citada por Cássio contou com as presenças de Marvin Linares, estilista de Bad Bunny, e os produtores de moda Caco Lira, Julio Soares e Dan Moreira, que conheceram o membro da equipe do cantor dias antes, em um evento na capital paulista.

Os três produtores de moda e Linares conversaram sobre possibilidades para vestir o artista nas apresentações em São Paulo e chegaram à coleção de Cássio Brandão.

Porém, por pouco, o “casamento” não ocorreu.

– Sexta-feira foram na minha loja em Pinheiros, e tenho uma equipe de seis pessoas que trabalham comigo. O time estava cansadaço, pois acabei de lançar um livro chamado Manto Alvinegro, e acabei liberando todo mundo. Eles chegaram lá e estava tudo fechado – contou.

O grupo foi a outro colecionador, que tinha o contato de Brandão e aproximou a equipe de Bad Bunny do responsável por mais de 100 peças usadas ou trocadas por Pelé.

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– Um dos caminhos que deram para a gente era que o Benito vestisse uma peça usada pelo Pelé. Vestimos o Lewis Hamilton (piloto de Fórmula 1) com um agasalho do Brasil da Copa de 1994, e foi um caminho parecido agora. Comparam o que acreditamos: a camisa pode contar histórias – disse.

Pelo empréstimo, Brandão não cobrou nada da equipe do astro pop do momento, mas recebeu um presente.

Horas depois de o estilista sair com as peças e Bad Bunny optar pela jaqueta de 1966, o colecionador recebeu um convite VIP para assistir ao show de sábado e ver de perto o artista com a roupa de sua coleção.

– Foi emocionante. Muito legal fazer parte de esse movimento na cultura pop. Ajuda a reforçar muitos dos valores que temos de preservar a história, documentar o passado. Falamos no geral até pouco do Pelé. Nesta semana estamos falando mais do Pelé, porque o Benito fez questão de exaltar o Pelé, um homem negro, brasileiro, latino… isso é superbacana de celebrar – disse.

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