O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), rebateu as críticas do presidente estadual do partido, Ananias Filho, e reafirmou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O posicionamento ocorre em meio ao racha interno do PL de Mato Grosso, que tem Wellington Fagundes como candidato ao Governo do Estado.
Ananias criticou prefeitos da sigla que passaram a apoiar Pivetta e afirmou que alguns teriam usado o partido para se eleger antes de seguir outro projeto político. O dirigente também confirmou a abertura de procedimentos internos que podem resultar em expulsões. Entre os nomes citados estão Cláudio Ferreira, Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste.
Cláudio rejeitou a acusação e lembrou que sua trajetória eleitoral começou antes da filiação ao PL. Em 2022, ele foi eleito deputado estadual pelo então PTB e obteve a maior votação para o cargo em Rondonópolis naquele pleito. “Eu fui eleito deputado estadual pelo antigo PTB, em 2022. Eu fui o deputado mais votado em Rondonópolis. Não existe isso [de usar o partido]. Não tem isso”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de expulsão, o prefeito evitou prolongar o embate com a direção partidária e respondeu de forma direta: “Eu nem faço questão de responder. Eu acho que está perdendo tempo. Fala bobagem. Não tem sentido”.
Apoio a Pivetta
Cláudio declarou apoio a Pivetta ainda antes do início oficial da campanha e afirma que a decisão está relacionada à parceria administrativa mantida entre o Governo do Estado e Rondonópolis.
“Eu acredito na liberdade. Nós temos que escolher livremente, sem coerção, sem uso da força, sem violência. E eu escolhi livremente apoiar o governador Otaviano Pivetta, porque ele tem sido parceiro de Rondonópolis”, disse.
O prefeito afirmou ainda que sua prioridade, como chefe do Executivo municipal, é defender os interesses de Rondonópolis. “Eu estou prefeito em Rondonópolis, tenho obrigações, tenho deveres a cumprir. O Otaviano Pivetta tem sido um parceiro em Rondonópolis e é por isso que eu apoio a reeleição do nosso governador”, completou.
A divergência faz parte de uma crise mais ampla dentro do PL em Mato Grosso. A direção estadual já promoveu mudanças em diretórios municipais após prefeitos da sigla declararem apoio a Pivetta e mantém processos internos em análise.
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