Uma das principais lideranças do Progressistas (PP) em Mato Grosso, o ex-senador Cidinho Santos descartou nesta quarta-feira (15) a possibilidade de ser candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições estaduais de 2026. Em entrevista à Rádio Jovem Pan de Sinop (a 479 km de Cuiabá), o político explicou que, embora tenha sido procurado pessoalmente por Pivetta para discutir a composição da chapa, considerou que a aliança não seria estrategicamente vantajosa.
“O Pivetta já conversou diretamente comigo sobre isso e falei: ‘Nós temos que ter um vice que possa agregar na chapa’. O perfil das pessoas que votam no Pivetta seria mais ou menos o perfil das pessoas que votariam em mim, que são empresários, produtores…”, afirmou Cidinho.
Segundo o ex-senador, a candidatura ao governo precisa de uma composição que amplie o alcance eleitoral, e não de um nome que repita a mesma base de apoio. Por isso, ele defende que o vice na chapa de Pivetta seja uma mulher da baixada cuiabana, região que historicamente exerce forte influência política e eleitoral no estado.
“Para agregar na chapa dele seria uma mulher da baixada cuiabana. Acho que isso agregaria muito mais na chapa dele e o ajudaria a ganhar a eleição”, reforçou Cidinho.
Possíveis nomes e bastidores
Questionado sobre a possibilidade de a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), ser a indicada para a vaga de vice, Cidinho preferiu não confirmar. “Tem ela, mas tem outros nomes”, limitou-se a responder.
A menção a Samantha ocorre em meio a intensas articulações dentro do grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), que busca manter a coesão da base aliada para o pleito do próximo ano. O nome de Pivetta, atual vice-governador, vem sendo trabalhado como principal aposta do grupo para suceder Mendes no Palácio Paiaguás.
Apoio e cenário político
Mesmo cotado nos bastidores como uma alternativa para disputar o governo, caso Pivetta não consiga consolidar sua pré-candidatura, Cidinho reforçou seu apoio ao colega. “Essa possibilidade é discutida no grupo. Mas não deveríamos dar vazão a ela. O nosso foco é construir a reeleição do Pivetta e depois de quatro anos tem outras eleições…”, declarou.
Com trajetória política consolidada — foi senador, prefeito de Nova Marilândia e suplente de Blairo Maggi —, Cidinho é considerado uma figura de peso dentro do Progressistas e mantém influência significativa entre empresários e produtores rurais do estado. Seu posicionamento público tende a balizar as estratégias eleitorais do partido e dos aliados nos próximos meses.
A defesa de uma mulher na vice reflete uma tendência observada nas últimas eleições: a busca por representatividade regional e de gênero nas composições de chapa. Analistas políticos avaliam que essa estratégia pode ajudar a ampliar a base de apoio e a imagem de renovação, especialmente entre o eleitorado feminino e urbano da capital e da baixada cuiabana.
Com a corrida eleitoral de 2026 já começando a tomar forma, os movimentos de bastidores indicam que as conversas sobre alianças e composição de chapas devem se intensificar a partir do início de 2025. Enquanto isso, Pivetta trabalha para consolidar seu nome entre as lideranças municipais e setores econômicos, buscando viabilidade política e eleitoral para a disputa.
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