O prefeito de Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá), Osmar Froner, também decretou situação de emergência por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade nesta semana. A medida foi publicada nesta sexta-feira (17), e deverá se estender por até 180 dias. Outras oito cidades de Mato Grosso decretaram situação de emergência e calamidade em decorrência das fortes chuvas que atingiram o Estado, nos últimos dias são elas: Cuiabá, Salto do Céu, Nova Nazaré, Rio Branco, Itaúba, Nova Brasilândia, Vila Rica e Salto do Céu
Na justificativa do decreto, o prefeito alega que a cidade possui vias ainda de terra e pontes de madeira que dão acesso a distritos e comunidades rurais. Além disso, ressaltou que a maior parte do solo é arenoso, o que acaba por torná-lo mais suscetível à erosão.
O documento cita ainda que as fortes chuvas dos últimos dias causaram a destruição de estradas, pontes e bueiros, provocando alagamentos e obstruindo vias importantes para o município por conta de atoleiros e deslizamentos.
“Fica declarada a existência de situação anormal por intempérie natural, a qual é caracterizada como Situação de Emergência no Município de Chapada dos Guimarães/MT, provocada pelas fortes chuvas”, diz trecho do decreto.
O decreto prevê também a possibilidade de convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realização de campanhas de arrecadação de recursos visando atender a população mais afetada.
Chapada é o nono município do estado a declarar emergência e calamidade após fortes chuvas. Na segunda-feira (13), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini editou o decreto após uma forte chuva no domingo (12), deixar ruas e avenidas alagadas e inundar várias casas em diversos bairros. Um levantamento da Secretaria de Assistência Social apontou que cerca de 150 famílias perderam praticamente tudo.
Na segunda-feira, as fortes chuvas levaram o Rio Branco a transbordar, inundando as cidades de Rio Branco e Salto do Céu. Ambos municípios decretaram calamidade pública após diversas famílias terem as casas destruídas com a força da água.
O Rio Branco corta as duas cidades, no perímetro dos dois municípios, oito pontes de madeira foram levadas pelas correntezas do rio.
Em Itáuba, o decreto aponta que as fortes chuvas causaram enchentes e alagamentos, provocando graves danos, devastando casas, veículos, bens móveis, impedindo o acesso às cidades vizinhas, e até mesmo a ponte principal do município que interliga a cidade, interrompendo o tráfego e dificultando o acesso às comunidades afetadas.
Vila Rica, Nova Brasilândia usaram os mesmos argumentos para baixar o decreto, que também terá validade por 180 dias.























