CRISE NO FUTEBOL

CBF solicita nomeação de interventor próprio para FMF; Aron se despede em carta

entidade pede que o advogado Luciano Hocsman, atual presidente da Federação Gaúcha de Futebol, assuma a função no lugar de Thiago Dayan, designado pela juíza Ana Cristina Mendes

publicidade

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou à 4ª Vara Cível de Cuiabá a substituição do interventor nomeado pela Justiça para a Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF). A entidade pede que o advogado Luciano Hocsman, atual presidente da Federação Gaúcha de Futebol, assuma a função no lugar de Thiago Dayan, designado pela juíza Ana Cristina Mendes.

Segundo a CBF, a intervenção judicial pode resultar em sanções da FIFA por interferência externa, violando o artigo 19 do estatuto da entidade. O pedido ocorre após o fim do mandato de Aron Dresch na FMF, sem que uma nova eleição tenha sido concluída.

A ação que originou a intervenção foi movida pela Associação Camponovense, que questiona irregularidades no processo eleitoral da FMF. O caso segue em análise pela Justiça, que também agendou audiência de conciliação para o dia 30 de maio.

A juíza responsável pelo caso entendeu que, diante do fim do mandato da atual diretoria e da suspensão das eleições por decisão judicial, houve um vácuo institucional que justifica a intervenção com base no artigo 49 do Código Civil.

O Ministério Público também acompanha o caso, por envolver interesse público, especialmente devido ao repasse de verbas públicas à FMF. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido da CBF.

Leia Também:  Ingressos para jogo decisivo do Mixto já estão à venda a partir de R$ 10

Despedida

Enquanto isso, Aron Dresch publicou carta de despedida, afirmando que deixa o cargo sem qualquer ato de intervenção ou condenação à sua gestão, mas reconheceu a necessidade de cumprimento das decisões judiciais.

No texto, ele afirma que deixa a função “por ora”, nega qualquer tipo de intervenção ou invalidação de sua gestão e reforça que sua saída se deu apenas pela ausência de um novo processo eleitoral.

“Me despeço — por ora — da Federação. Mas faço questão de ser claro: não saio por intervenção, revogação, ou qualquer invalidação da minha gestão. Isso é bobagem. Nada disso se sustenta. O que houve foi apenas o entendimento da Justiça de que há uma lacuna no processo sucessório, vez que não houve eleição. E, diante disso, foi nomeado um administrador provisório. Simples assim. E quando a Justiça determina, a gente cumpre. Como sempre fizemos: dentro da lei”, diz trecho da carta publicada em seu perfil no Instagram.

Dresch fez um balanço das principais conquistas durante sua gestão, destacando a entrada da FMF nos principais circuitos nacionais e internacionais, a realização da Copa América e da Copa Sul-Americana em Mato Grosso, o recorde histórico de 511 partidas realizadas apenas em 2024, além do fortalecimento das categorias de base e do futebol feminino. Ele também apontou a valorização das competições regionais, com premiações e visibilidade ampliadas.

Leia Também:  Cuiabá empata em Goiânia e segue sem perder na Série B

“O que tem que vencer é a vontade dos clubes. E que continue sendo democrático, exatamente do jeito que trouxemos até aqui, porque qualquer coisa diferente disso é retrocesso”, afirmou, em tom crítico a possíveis interferências externas na gestão da FMF.

Dresch ainda deixou aberta a possibilidade de retornar à Federação, caso seja da vontade do meio esportivo.

“Eu espero que isso não seja uma despedida, mas sim um até breve. Bem breve – se for da vontade daqueles que suam verdadeiramente pelo nosso futebol”, concluiu.

A sucessão na FMF segue indefinida. O processo eleitoral foi suspenso por decisão judicial após questionamentos de irregularidades feitos por um dos clubes filiados. Enquanto isso, a Justiça nomeou um administrador provisório e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenta emplacar um nome de sua confiança para conduzir a entidade até a definição do novo pleito.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade