A senadora Margareth Buzetti (PP), decidiu antecipar para este mês a licença que havia planejado para dezembro, abrindo espaço ao segundo suplente da chapa, o ex-secretário de Meio Ambiente José Lacerda (PSD). Ele assume, a cadeira no Senado Federal a partir de 1º de outubro.
Buzetti havia ocupado o Senado pela primeira vez em 2022, por 120 dias. Em 2023, passou a exercer o mandato de forma efetiva após a nomeação de Carlos Fávaro (PSD) para o Ministério da Agricultura e Pecuária, no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A senadora afirmou que sua saída temporária está ligada ao cumprimento das metas legislativas definidas para 2025.
“Assumi o compromisso de apresentar e avançar em proposições que considerava essenciais para a sociedade. Com muito esforço, conseguimos aprovar e encaminhar essas leis antes mesmo do prazo que eu estimava, que seria até dezembro. Por isso, entendo que este é o momento adequado para abrir espaço ao suplente e permitir que ele também contribua com o mandato”, disse.
Buzetti ressaltou ainda que, fora do Senado, pretende dedicar-se à organização interna do Progressistas em Mato Grosso.
“Vou me dedicar e contribuir com o Partido Progressista na sua estruturação para as eleições de 2026, ajudando a preparar o projeto político e eleitoral que teremos pela frente”, declarou.
Atuação legislativa
Entre os projetos apresentados por Buzetti e que já se tornaram lei estão a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, a autonomia do crime de feminicídio, com penas mais severas, e a norma que ampliou o direito à reconstrução da mama para mulheres vítimas de mutilação, não restrita apenas a casos de câncer.
Outras propostas seguem em tramitação, como o PL 2.810/2025, que prevê medidas mais rígidas contra crimes sexuais envolvendo pessoas vulneráveis, e o PL 854/2025, que trata da regularização ambiental em pequenas propriedades rurais.
A senadora também relatou a chamada “Lei Joca”, aprovada no Senado, que estabelece regras para o transporte aéreo de animais domésticos e atualmente está em análise na Câmara dos Deputados.
Relação com o PSD e retorno ao PP
Durante o período em que esteve filiada ao PSD, Buzetti manteve divergências em votações relacionadas a pautas do governo federal. A relação com o ministro Carlos Fávaro, presidente da legenda em Mato Grosso, também foi marcada por atritos. Em meio às divergências, decidiu retornar ao Progressistas, partido ao qual agora pretende se dedicar integralmente.
(Com informações Assessoria)























