EM CUIABÁ

Barroso nega ‘ditadura do Judiciário’ e descarta aposentadoria antecipada

Foto: Josi Dias

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, rejeitou nesta segunda-feira (18) a ideia de que exista uma “ditadura do Judiciário” no Brasil. A declaração foi feita em Cuiabá, durante participação no evento “Diálogos com a Juventude”, que reuniu estudantes e autoridades locais.

Em entrevista coletiva, Barroso foi questionado sobre críticas de setores da sociedade que apontam suposto autoritarismo da Suprema Corte. O ministro considerou o uso do termo equivocado e injusto, principalmente com aqueles que viveram períodos de regimes autoritários no país.

“Só afirma isso quem não viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos em que há absoluta falta de liberdade, em que há tortura, censura, pessoas que vão para o exílio, ou que são aposentadas compulsoriamente. Nada disso acontece no Brasil”, afirmou.

Barroso destacou ainda que a possibilidade de críticas à atuação do Supremo é uma prova de que não há repressão. Para ele, o direito à discordância é parte fundamental do regime democrático.

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“As pessoas têm todo o direito de discordar do Supremo. Mas, em uma ditadura, as coisas não funcionam assim”, completou.

Rumores sobre aposentadoria antecipada

Durante a visita, Barroso também comentou especulações sobre uma eventual saída precoce do Supremo. Pela regra atual, os ministros deixam a Corte de forma compulsória aos 75 anos. Aos 65, ele garantiu que não tem planos de encerrar a carreira antes do prazo.

“Não vou me aposentar, não. Estou feliz da vida”, disse em tom bem-humorado.

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