DIREITA RESISTENTE

Ananias reafirma força do PL em MT após condenação de Bolsonaro: “O PL não fica órfão”

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista que culminou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

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O presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias, afirmou nesta sexta-feira (12) que a legenda não ficará enfraquecida após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista que culminou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

“O PL não fica órfão porque o pensamento e as ideias se mantêm”, declarou Ananias em coletiva de imprensa, destacando a resiliência da extrema-direita e a disposição da sigla em se reorganizar para continuar competitiva nas próximas eleições.

Segundo Ananias, a decisão do STF exige uma revisão da estratégia da legenda, já que o principal líder do partido agora cumpre pena judicial.

“Vai ser repensado a forma de agir do PL após a condenação. Nós estávamos agindo de um jeito e agora tem outro fato determinante que é a sentença em cima do nosso líder, então temos que repensar”, explicou.

A fala do dirigente estadual reflete a necessidade de definir uma nova liderança capaz de ocupar o espaço político deixado por Bolsonaro.

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“Tudo isso [um sucessor] passa por uma discussão porque agora tem um fato determinante que é a condenação”, completou.

reorganização interna e cenário eleitoral

Nos bastidores, dirigentes do PL já discutem nomes que possam assumir maior protagonismo no cenário nacional e garantir a continuidade do projeto político do partido. A expectativa é que, mesmo sem Bolsonaro, a legenda mantenha seu peso eleitoral, especialmente em estados onde a extrema-direita consolidou bases sólidas, como Mato Grosso.

Especialistas em ciência política apontam que a reorganização será crucial para definir a competitividade do partido nas eleições gerais de 2026. Embora o capital eleitoral de Bolsonaro ainda seja significativo, a ausência de sua participação direta obrigará o partido a redesenhar estratégias de comunicação, alianças e mobilização.

Para Ananias, a permanência da militância e a defesa das bandeiras da direita no Brasil são pontos que garantem a sobrevivência do PL, mesmo diante das dificuldades jurídicas enfrentadas pelo ex-presidente.

“O pensamento e as ideias se mantêm”, reforçou, sinalizando que o partido pretende investir na preservação de sua identidade ideológica.

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A expectativa é que, nos próximos meses, lideranças estaduais intensifiquem encontros regionais e articulações para consolidar um nome que consiga herdar o eleitorado bolsonarista e dar continuidade ao discurso político da legenda.

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