O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o partido não abrirá mão, em nenhuma hipótese, das candidaturas de Wellington Fagundes ao governo e de José Medeiros ao Senado em 2026. A declaração foi feita no último sábado (1º), durante o encontro estadual do PL Mulher, realizado em Sorriso (a 395 km de Cuiabá).
A confirmação se dá após rumores de que o presidente de honra do partido, Jair Bolsonaro (PL), poderia apoiar o nome de Otaviano Pivetta (Republicanos), que faz parte do grupo do governador Mauro Mendes (UB).
Ananias deixou claro que o partido não pretende abrir mão das pré-candidaturas do senador Wellington Fagundes ao governo do Estado e do ex-senador José Medeiros ao Senado Federal.
No discurso, Ananias reforçou que o PL pretende disputar as eleições com chapa própria e destacou que o estado é referência nacional no campo conservador.
“Mato Grosso é a casa da direita. Nosso slogan em Mato Grosso é esse: ‘O PL de Mato Grosso é a casa da direita’. O PL fez o dever de casa”, declarou.
Ele também garantiu que o partido está se preparando para ter presença em todas as regiões do estado.
“Ano que vem, vamos ter candidatura do partido por todo Mato Grosso. Já temos um pré-candidato ao governo, com Wellington Fagundes, e ao Senado com Medeiros. Não vamos abrir mão. O PL seguirá lutando porque tem o povo do nosso lado”, completou.
As palavras do dirigente foram recebidas com aplausos pelo público e por lideranças partidárias presentes no evento, que contou com a participação de deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores da sigla.
Alinhamento com Bolsonaro e defesa de anistia
Além de tratar do cenário estadual, Ananias Filho também fez menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, defendendo sua volta à Presidência da República em 2026. Segundo ele, o PL nacional tem a missão de manter o movimento conservador vivo no país.
“O Brasil não tinha sequer patriotismo. A bandeira do Brasil estava jogada. Veio o capitão, ergueu e colocou consciência em todos para que pudéssemos amar a pátria”, afirmou.
Em seguida, ele criticou o que chamou de perseguição judicial ao ex-presidente e pediu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Por esse amor demonstrado, sofre perseguição dura do Judiciário. Não vamos ficar parados. Em 2026, Bolsonaro vai voltar. Volta Bolsonaro”, concluiu.
Repercussão interna
O posicionamento de Ananias foi interpretado como uma tentativa de reforçar o protagonismo do PL em Mato Grosso e de proteger as candidaturas próprias da legenda diante de pressões externas. O discurso teve impacto dentro do partido, especialmente entre os apoiadores de Wellington Fagundes, que se sentiram fortalecidos após um período de incertezas.
A defesa feita pelo presidente estadual também foi bem recebida por José Medeiros, que nos bastidores vinha demonstrando desconforto com a falta de definições claras sobre a estratégia do partido.
Estratégia e fortalecimento interno
Com o discurso de Sorriso, Ananias tenta unificar a base em torno de um projeto próprio, afastando a possibilidade de interferências externas. O evento do PL Mulher, que inicialmente tinha como foco pautas internas e de mobilização feminina, acabou se transformando em um palco político para sinalizar a direção que o partido pretende seguir em 2026.
Segundo lideranças locais, a estratégia agora será intensificar a presença do PL nas regiões do interior, reforçando o discurso conservador e de apoio incondicional ao ex-presidente Bolsonaro.
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