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A F1 celebrou da melhor forma seus 75 anos em Silverstone, com um GP caótico, movimentado e um resultado histórico. Está certo que a dobradinha da Mclaren era até previsível, mas a corrida foi muito mais que isso.
A começar com o primeiro pódio de Nico Hulkenberg, confirmando a melhora da Sauber em uma atuação brilhante do alemão. Ele saiu de 19º lugar para conquistar o terceiro lugar, ficando pela primeira vez no pódio depois de 239 corridas. É uma história de redenção para Hulkenberg, que muita gente acreditava que jamais chegaria a esta conquista, ainda mais tendo entrado em 2025 na equipe que foi a última colocada do Mundial no ano passado.
A falta de um pódio para Hulkenberg era uma destas injustiças do esporte, uma estatística que não representava o conjunto da carreira do alemão. Não por acaso, foi um resultado celebrado por praticamente todo o paddock, em uma imagem de união pela celebração de um resultado de um adversário que remete de certa forma a da primeira vitória de Rubens Barrichello na F1 em 2000.
Está certo que corridas caóticas produzem resultados atípicos, mas o pódio da Sauber, o primeiro do time desde 2012, também mostra que as pessoas trazidas para o time neste ano e sua mentalidade já são de uma equipe de fábrica. Embora o nome oficial Audi só faça estreia no ano que vem, ela já se comporta como um time que quer crescer, buscando pódios e vitórias, e mostrou isso em Silverstone.
Por isso, pouca gente discute se a punição deveria ser aplicada ou não, mas o tamanho dela é controverso: o fato é que os dez segundos tiraram qualquer chance do australiano em vencer – e o prejuízo só não foi maior porque Ferrari, Mercedes e Verstappen estavam longe o suficiente para brigar pelo segundo lugar.
Norris não precisou tirar a desvantagem na pista, já que ele sabia que Piastri ia cumprir a punição de dez segundos em sua próxima parada, e com isso garantiu a primeira vitória em casa. E mais do que isso, ele inicia a segunda metade do campeonato praticamente em um empate técnico com Piastri.
Sim, são oito pontos, mas pensando que a cada vitória ele ganha sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado e ainda faltam 12 corridas, é praticamente como se o Mundial de 2025 começasse de novo para ele. Se pensarmos em como Norris estava abalado após os GPs do Bahrein e do Canadá, de fato este momento não poderia ser melhor.
Em Silverstone, ficou evidente que a briga pelo título seguirá sendo entre os pilotos da McLaren, a menos que uma improvável melhora grandiosa de Mercedes, RBR e Ferrari aconteça neste segundo semestre, em que os times já focam esforços e recursos no carro de 2026, que terá um regulamento novo.
Para Gabriel Bortoleto, o final de semana difícil na Inglaterra ao abandonar logo no início da prova, após arriscar uma parada de box colocando pneus slicks quando a pista ainda estava molhada. Poderia ser uma grande jogada, mas o risco era grande ainda – outros novatos também ficaram pelo caminho.
Nesta hora, a experiência de Hulkenberg fez diferença. Ficando com pneus intermediários, o alemão ganhou diversas posições (havia largado em 19º) e, com um bom ritmo de prova e também parando certo para colocar outro jogo de pneus intermediários, conseguiu se colocar entre os três primeiros.
Este tipo de aprendizado é comum para um ano de estreia na F1 e que Bortoleto tem que tirar de positivo é o ótimo momento da Sauber na F1 e tentar capitalizar um bom resultado em uma próxima oportunidade de corridas caóticas como a deste domingo – e a próxima oportunidade já será na etapa seguinte, em Spa-Francorchamps, onde o clima também pode criar corridas bem dinâmicas.































