EM 2026

Alonso diz que “será difícil” deixar F1 se Aston Martin não for competitiva

Piloto mais velho do grid pensa na aposentadoria, mas espera que equipe tenha carro veloz em 2026 para encerrar a carreira em alta. Próxima temporada terá novo regulamento

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Aos 44 anos de idade, Fernando Alonso sabe que está cada vez mais perto da aposentadoria da Fórmula 1. No entanto, o piloto da Aston Martin afirmou que ainda tem muita esperança na evolução do carro da equipe para 2026 e admitiu que “vai ser difícil desistir sem tentar de novo” se o desempenho do time inglês não for como o planejado:

– Eu pensei sobre isso. Se as coisas forem bem, eu acho que é um ótimo momento para parar porque eu estou em busca de um carro competitivo e de corridas competitivas por muitos, muitos anos, e se eu tiver isso, acho que é uma forma muito boa de fechar a minha carreira – iniciou Alonso.

– Vamos dizer que, se formos competitivos, há mais chances de eu parar (no fim de 2026). Se não formos competitivos, vai ser muito difícil de desistir sem tentar de novo – disse o bicampeão, em entrevista ao site oficial da equipe.

Na quinta-feira (25), Fernando Alonso vai comemorar os 20 anos de seu primeiro título na Fórmula 1, em 2005, à época como piloto da Renault. Entretanto, o Príncipe das Astúrias não teve muitas oportunidades de ser campeão depois de levar o bi, em 2006.

O espanhol pilotou o bom carro da McLaren em 2007, mas a rixa com Lewis Hamilton abriu espaço para Kimi Raikkonen levar o título com a Ferrari.

Depois de retorno frustrado à Renault, Alonso teve suas últimas chances reais de título no período em que esteve na Ferrari, entre 2010 e 2014. Contudo, foi três vezes vice-campeão e, ao deixar a escuderia de Maranello, passou longe da taça nos períodos com McLaren, Alpine e no atual, com a Aston Martin.

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A esperança do piloto em uma temporada de 2026 melhor para a Aston Martin se baseia nas mudanças de regulamento planejadas para o ano que vem – a F1 terá a introdução de novas normas técnicas e de motores. Neste ano, a escuderia ocupa apenas o sétimo lugar no campeonato de construtores, com 62 pontos.

Para progredir e se tornar uma das principais equipes do grid, a equipe inglesa se reforçou bastante nos bastidores. A contratação mais impactante foi a do lendário projetista Adrian Newey, que já conquistou 12 títulos de construtores na carreira; seis deles pela RBR, sua última equipe. O time também assinou com o ex-guru de motores da Mercedes Andy Cowell e com o ex-diretor da Ferrari Enrico Cardille.

A moral de Newey dentro da nova equipe é tanta que até um piloto veterano como Alonso, com 418 corridas disputadas, se surpreende com o talento do diretor técnico:

– Ele é uma pessoa incrível, o melhor projetista na história do nosso esporte, e todos na equipe estão aprendendo muito com ele. Tudo o que o Adrian faz você tenta entender o porquê disso, o porquê de ele ter escolhido essa direção, ou por que ele está respondendo isso dessa forma. Sempre há algo para aprender com ele.

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– Mesmo com uma simples resposta que ele pode te dar após uma pergunta. Essa simples resposta pode ser muito clara para ele, mas por que não é para os outros? Há momentos em que você precisa usar toda a sua capacidade cerebral para entendê-lo. Mesmo se o Adrian usar 5%, nós, pessoas normais, precisamos usar muito mais (risos) – elogiou Alonso.

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