O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu às articulações de bastidores para punir e expulsar os prefeitos do PL que declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A tensão interna explodiu após a aliança de Wellington com o MDB da deputada estadual Janaina Riva, movimento rejeitado publicamente por prefeitos de grandes polos do estado, como Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste e o próprio prefeito de Cuiabá.
Questionado sobre as ameaças de expulsão e sobre as diretrizes impostas pelo presidente estadual da sigla, Ananias Martins de Souza Filho, que é secretário de Governo da Prefeitura de Cuaibá, ele avaliou que a imposição de candidaturas pela força é um erro tático que enfraquece o próprio partido.
“Qualquer um que vai para essa linha de que ‘se não me apoia, vou te expulsar’, ‘se não me apoia, vou te tirar’, eu acho que o efeito colateral é muito maior no sentido de perder apoio do que no sentido de ganhar apoio“, alertou Abilio.
A crise aumentou após declarações públicas dos prefeitos. Abilio chegou a afirmar em redes sociais que preferia ser expulso do PL a subir no mesmo palanque do MDB, partido que abriga adversários na capital e no interior.
A mesma posição foi endossada pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que combateu historicamente a hegemonia emedebista no município.
Apesar de criticar a retaliação, Abilio concordou com a decisão da executiva de vetar o repasse do fundo eleitoral para candidatos que não engajarem na campanha de Wellington Fagundes.
“Se o partido entende que os candidatos que não estão dentro do projeto político dele não devem usar o fundo partidário, eu também acho que está certo. O candidato que não está 100% junto com o processo não deve usar mesmo“, opinou.
Contudo, ao comparar a situação com o cenário do próprio MDB e de outras siglas no Estado, o prefeito de Cuiabá defendeu que lideranças majoritárias precisam conquistar o apoio dos filiados com diplomacia e respeito às realidades locais, em vez de retaliação e truculência.
“O próprio senador Wellington, o próprio governador Mauro Mendes (…) têm se posicionado que não é pela força que vai conquistar o apoio dos seus filiados. Não tem porque tentar expulsar qualquer prefeito ou pessoa do partido, porque não é pela força que vai conquistar o apoio. Acho que é pelo diálogo, pela compreensão das particularidades de cada um“, concluiu o prefeito.
A retaliação da cúpula do PL não se limita aos prefeitos. A direção do partido, liderada por Valdemar da Costa Neto, também estuda punir a vereadora Samantha Íris (PL), esposa de Abilio e pré-candidata a deputada estadual, além de aumentar a pressão sobre o deputado federal José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e se recusa a apoiar a chapa de Wellington.
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