Atualizada às 14h43
O prefeito Abilio Brunini (PL), encontrou em contradições com seus prórprios discursos em relação às declarações que ele havia feito logo após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo divulgado en suas redes sociais nesta segunda-feira (8), Abilio adota um tom conciliador e afirma que “não se deve perseguir ninguém por opinião política”, defendendo que conflitos ideológicos não devem interferir no ambiente de trabalho, na família ou nas relações pessoais.
O vídeo foi publicado após o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendar que o prefeito faça uma retratação por falas que incentivem a perseguição, retaliação e demissão de trabalhadores por questões políticas.
Conforme o MPT, caso as recomendações não sejam observadas, Abilio poderia ser alvo de medidas administrativas e judiciais, como o ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP), com pedidos de tutela inibitória, remoção do conteúdo, imposição de obrigações de fazer e não fazer e pagamento de compensação por dano moral coletivo.
Ele reforça que “não deve mandar print, não deve provocar discussão, nada por opinião política”, sustentando que o respeito e o diálogo são os melhores caminhos para preservar a saúde das relações profissionais e familiares em um período de forte tensão política no país.
No entanto, o discurso pacificador do prefeito contrasta frontalmente com sua postura recente. Pouco tempo atrás, Abílio Brunini protagonizou polêmica ao orientar empresários e patrões a guardarem prints de funcionários que comemoraram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro — segundo ele, para que esses trabalhadores fossem demitidos “no momento certo”.
A fala repercutiu nacionalmente e foi criticada por estimular perseguição política e retaliação no ambiente de trabalho. Agora, o prefeito pede exatamente o oposto.
A guinada no discurso gera questionamentos. No novo vídeo, Brunini aparece preocupado com a escalada da polarização política, afirmando que a vingança “não resolve” e citando até o personagem Seu Madruga, do seriado Chaves, para pedir que as pessoas não ajam movidas por revanchismo.
Ele também recorre a um exemplo de gestão e menciona a situação de 1.500 famílias na área do Controle Leste. Segundo o prefeito, embora houvesse pressão para removê-las por questões legais e até ideológicas incluindo argumentos de que a maioria seria “de esquerda” ele teria optado por uma decisão “humanitária”.
Veja vídeo:























