O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu nesta quinta-feira (4) ao resultado da nova pesquisa do Instituto Tracking, que apontou queda significativa na aprovação do seu governo após 11 meses de gestão. Segundo ele, os números não o preocupam.
De acordo com o levantamento, a aprovação de Abilio caiu de 79,2% em abril, quando completou 100 dias de governo, para 54,8% em novembro, próxima à marca de um ano de administração. A retração ocorre em meio a uma série de polêmicas envolvendo declarações públicas do prefeito, embates com o Governo Federal e críticas sobre a condução de serviços essenciais na capital.
Mesmo assim, Abilio tratou o resultado como natural e chegou a afirmar que considera sua aprovação “até alta”.
“Eu acho que está até alta ainda, vou falar uma verdade para você, porque pelo tanto que a gente está entrando em muitas pesquisas polêmicas e tudo mais, eu acredito que essa aprovação era até alta”, declarou à imprensa.
O prefeito também relacionou diretamente o desempenho da sua gestão ao cenário nacional, citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem já protagonizou confrontos públicos e a quem se recusa a procurar por recursos federais.
“E eu vi que na mesma pesquisa mostra que o Lula está com 53% de rejeição, então a rejeição do Lula é a minha aprovação, então a mesma coisa, está tudo certo”, afirmou.
Abilio insistiu que sua queda nos índices de aprovação não estaria associada à avaliação administrativa, mas à disputa política entre direita e esquerda — da qual ele se posiciona como um dos principais representantes conservadores no Estado.
“Mas isso se dá pela aproximação da reserva que tem… muitas das vezes a minha entrevista, a minha publicação, entra nessa polarização política. (…) Então, naturalmente, isso vai se configurar e não vem necessariamente pela aprovação da gestão em si, e sim pela aprovação ou rejeição do Lula”, completou.
Polarização e desgaste
O prefeito atribui parte do desgaste também ao que considera um ambiente político altamente polarizado, no qual suas falas e decisões são interpretadas sob uma lógica nacionalizada de disputa ideológica.
Nos últimos meses, Abilio acumulou embates com servidores da saúde, críticas à população cuiabana, brigas com parlamentares estaduais, atritos com prefeitos aliados e conflitos abertos com o Governo Federal.
Apesar do recuo nos números, ele demonstrou tranquilidade e voltou a reforçar que sua atuação tem um perfil combativo.
“Eu acredito que seja isso tudo. (…) Política é polarizada, e naturalmente isso vai se refletir na pesquisa”, finalizou.
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