ESQUEMA DO "TIGRINHO"

Empresa de influencer movimentou milhões em apenas 3 meses

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Uma das empresas divulgadas pela influenciadora Fernanda Matos, alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Aposta Final, movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre maio e julho de 2026.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14), em Várzea Grande, e investiga a exploração e a divulgação de jogos de azar e a prática de lavagem de dinheiro. O marido da influenciadora, Diego Matos, também foi alvo da ação.

Segundo a Polícia Civil, a movimentação financeira ocorreu entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, considerando créditos e débitos realizados no período. A análise identificou operações suspeitas, como o recebimento e o repasse de valores em sequência e transferências associadas a jogos e apostas on-line.

Com 52 mil seguidores, a influenciadora ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, exibindo viagens internacionais e carros de alto padrão. Entre os destinos visitados estão Punta Cana, Tulum, Cancún e Ushuaia. Fernanda também já foi rainha de rodeio em Mato Grosso.

Ao todo, a operação cumpriu 19 ordens judiciais, entre elas três mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços vinculados ao casal, quatro buscas e apreensões de veículos e o bloqueio de ativos financeiros até o limite global de R$ 102,4 milhões nas contas dos investigados.

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Reprodução

Fernanda Matos e Diego Matos

O casal Diego e Fernanda Matos, alvos de operação em Várzea Grande

Também foram determinadas a suspensão cautelar das atividades econômicas e financeiras de duas empresas, a quebra de sigilo de dados telemáticos, a exclusão de perfis em redes sociais e o bloqueio de um site utilizado para a divulgação de apostas.

As investigações tiveram início após uma denúncia recebida em agosto de 2026, que apontava a atuação de uma facção criminosa envolvida na divulgação de plataformas de jogos on-line e em possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

Durante os primeiros levantamentos, os policiais identificaram publicações feitas por Fernanda nas redes sociais com links que direcionavam os seguidores a uma plataforma de apostas por meio de jogos ilegais.

Os pagamentos via Pix realizados pelos usuários tinham como destinatárias duas empresas que não constavam na lista oficial da Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, de autorizadas a operar apostas de quota fixa.

De acordo com a investigação, as empresas atuariam como canais de recebimento dos recursos provenientes das apostas. A movimentação financeira identificada em uma delas chamou a atenção dos investigadores pelo volume de dinheiro e pelas características das transações.

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Diante dos indícios, a Polícia Civil representou pela adoção de medidas judiciais para interromper as atividades suspeitas, preservar valores possivelmente relacionados às infrações e aprofundar o rastreamento dos recursos.

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