O analista político e professor Alfredo da Mota Menezes avaliou que o senador Jayme Campos (União) pode desistir da disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026 caso o cenário eleitoral não se mostre favorável. Segundo ele, o histórico político do parlamentar indica cautela em disputas consideradas incertas.
Alfredo lembrou que, em 2014, Jayme recuou da disputa ao Senado diante de um cenário adverso. Para o analista, a divisão interna no União Brasil pode pesar novamente na decisão, já que parte do grupo apoia o nome de Jayme e outra ala demonstra apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
“O Jayme já disputou seis eleições e ganhou as seis. Jayme não vai em bola dividida. E essa disputa agora está dividida, porque o presidente do partido dele está apoiando outro pré-candidato”, afirmou Alfredo, em referência ao ex-governador Mauro Mendes, principal liderança do União Brasil no Estado.
Na avaliação do analista, a sucessão estadual tende a ser uma das mais disputadas dos últimos anos em Mato Grosso, especialmente pela quantidade de nomes competitivos no campo da direita. Além de Jayme e Pivetta, também são citados como pré-candidatos o senador Wellington Fagundes (PL), a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e outros nomes.
Alfredo também comentou a possível influência do cenário nacional na disputa estadual. Segundo ele, uma eventual aliança entre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Wellington Fagundes poderia fortalecer o senador em Mato Grosso.
Durante a análise, o professor ainda criticou o peso das emendas parlamentares nas eleições, afirmando que o volume de recursos destinados por deputados e senadores pode desequilibrar a disputa eleitoral.





























