A vereadora Rosy Prado (União) afirmou aos veículos de imprensa nesta terça-feira (05.05) que não recebeu apoio da presidência da Câmara de Várzea Grande — por meio do presidente Wanderley Cerqueira (MDB) — desde que vieram à tona as acusações feitas contra ela pelo vereador Kleberton Feitoza (PSB), envolvendo suposta “mesadinha” e favorecimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
A declaração foi dada após a parlamentar protocolar o pedido de quebra de decoro parlamentar contra Feitoza na Comissão de Ética da Casa. O documento também foi encaminhado à Secretaria-Geral e à presidência do Legislativo.
“Eu acabei de protocolar nesse exato momento, na Comissão de Ética, a quebra de decoro parlamentar do vereador Feitoza. Estou protocolando também uma cópia para o presidente aqui na Secretaria-Geral”, afirmou.
Ao ser questionada sobre eventual apoio institucional, a vereadora foi direta: “Até agora, no momento que estou falando com você, nenhum apoio da presidência”.
Apesar disso, Rosy destacou que recebeu respaldo de outros parlamentares. “Tenho colegas vereadores que me apoiaram, mas não tive apoio da presidência”, completou.
Ela também afirmou que pretende ampliar as medidas contra o vereador. “Hoje serão protocoladas mais três ações contra o vereador”, declarou.
Origem da denúncia
O caso teve início no dia 22 de abril, quando, segundo a vereadora, passou a receber uma série de áudios com ofensas enviadas por Feitoza via WhatsApp. De acordo com ela, os ataques teriam sido motivados após o parlamentar ver um eleitor saindo de seu gabinete, o que teria gerado insinuações de cooptação política.
Ainda conforme a parlamentar, após não responder à abordagem inicial, recebeu cerca de oito áudios com conteúdo ofensivo, enviados na modalidade de visualização única. Para preservar as provas, ela afirma ter utilizado outro aparelho celular para registrar as mensagens.
Nos áudios, segundo Rosy, o vereador teria feito acusações graves, como o suposto recebimento de “mesadinha”, favorecimento indevido no SUS e ataques envolvendo familiares.
Em um dos trechos anexados à representação formal, o parlamentar afirma possuir suposto vídeo que comprovaria os repasses mensais, chegando a citar o presidente da Câmara como suposta fonte dos valores.
Medidas adotadas
Diante do conteúdo, a vereadora aponta possíveis crimes de injúria, calúnia e difamação, além de quebra de decoro parlamentar e violência política de gênero, por entender que houve tentativa de constrangimento e interferência no exercício do mandato.
Rosy informou que já adotou uma série de medidas legais. Entre elas, estão a representação por quebra de decoro na Câmara, denúncia ao partido de Feitoza e o acionamento das esferas criminal e cível, incluindo o Ministério Público Estadual (MPE), com pedido de indenização por danos morais.



























