R$ 112 MILHÕES

Vereador diz que duodécimo está defasado e quer mudança de sede

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O vereador e candidato à presidência da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), afirmou que o atual orçamento da Casa, que é de R$ 112 milhões em 2026, está “muito defasado”.

Segundo ele, cerca de 80% do montante é destinado exclusivamente ao pagamento de pessoal, restando apenas pouco mais de R$ 20 milhões para investimentos e custeio de despesas fixas, como água, energia, internet e manutenção de veículos.

“O valor está muito defasado. Hoje, 80% desse valor é para a folha de pagamento. Então, sobra em torno de R$ 20 milhões para investimento. E, aí, se você pegar, tem toda uma estrutura, tem energia, tem água, tem a questão da internet, tem a questão dos carros, tem a mídia. A presidente Paula faz mágica ali para dar conta de tocar a Casa”, disse em entrevista ao MidiaNews.

O valor atual do duodécimo equivale a cerca de R$ 9,3 milhões mensais. O duodécimo representa entre 4,5% a 5% da receita do município, conforme previsto na Constituição Federal.

Nova sede

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Apesar das limitações financeiras, o vereador defendeu a construção de uma nova sede para o Legislativo Cuiabano. Ele argumentou que o prédio atual, que antigamente abrigava a Assembleia Legislativa, é muito antigo e não oferece condições adequadas de trabalho.

O tema voltou em destaque nos últimos meses, com a presidente Paula reconhecendo a dificuldade orçamentária de uma mudança e de que a região da atual sede, no Centro da cidade, ficaria vazia em a movimentação dos servidores. O argumento é o mesmo usado pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que se opôs à mudança do Centro.

Entretanto, de acordo com Ilde, a estrutura não comporta satisfatoriamente os 27 vereadores, com gabinetes considerados pequenos demais para o desempenho das funções parlamentares e o atendimento ao cidadão. Porém, reconheceu que atualmente a Câmara não tem condições financeiras.

“Eu defendo uma nova sede. Por mais que esteja em um local muito apropriado, porque está no Centro, que é um lugar de fácil acesso ao cidadão, mas é um prédio muito antigo. Um prédio que hoje não suporta os 27 vereadores, tem gabinetes muito pequenos que não dão uma qualidade de trabalho para o vereador desempenhar o seu papel”, disse.

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“Mas eu também sei que é muito difícil. Hoje, para você construir um novo prédio para a Câmara, teria que ter um aporte financeiro muito grande, e hoje a Câmara não tem esse dinheiro”, completou.

Questionado se trabalharia para viabilizar o projeto caso seja eleito presidente, o vereador afirmou que sim, citando o exemplo da Assembleia Legislativa, que se mudou para o Centro Político Administrativo, como modelo de estrutura que realmente suporta a demanda da população.

“Eu acho que eu vou tentar [uma nova sede], todo vereador que se tornar presidente tem que tentar fazer uma gestão para ter um prédio novo. Antigamente, esse prédio era da Assembleia Legislativa e há quantos anos que a AL mudou? E eu, como presidente, se tiver viabilidade da gente construir um prédio novo, eu vou lutar para isso sim”, encerrou.

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