O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, foi alvo de protestos nesta segunda-feira (30) após a prefeitura de Cuiabá manter, nos holerites dos servidores municipais, os descontos no adicional de insalubridade que foram proibidos pela Justiça.
O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (SISPUMC) e por agentes comunitários de saúde. Os servidores relatam que os holerites apareceram na folha de pagamento com os descontos do adicional de insalubridade. Os descontos foram proibidos pela juíza Laura Dorileo da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, que atendeu a pedido judicial feito pelo SISPUMC.
Durante o protesto, o prefeito de Cuiabá desceu até o local para conversar com os servidores e, logo em seguida, se negou a falar com os manifestantes por classificar o protesto como “movimento político”.
Cerca de 100 servidores que participaram do protesto convenceram Abilio a ficar no local e dar alguma resposta. Ao falar, Abilio afirmou que não foi notificado da decisão judicial e que vai solicitar à Procuradoria Geral do Município (PGM) parecer para verificar se pode suspender os pagamentos com descontos no adicional, mesmo sem ser notificado no processo.
Segundo o presidente do SISPUMC, Renaudt Tedesco, a liminar deferida pela Justiça tem efeito imediato e teve ampla publicidade. Para ele, a prefeitura deve corrigir os descontos que aparecem no holerite imediatamente.
“Estamos falando de uma decisão judicial que deve ser atendida. O prefeito precisa demonstrar compromisso com os servidores e nunca mais pensar em cortar salários de quem atende a população de Cuiabá, prejudicar os servidores é prejudicar toda população, adicional de insalubridade é direito e a prefeitura tem que pagar”, afirmou o presidente do SISPUMC.
Após o protesto, a prefeitura marcou uma nova reunião com os servidores para a próxima terça-feira (31), na prefeitura de Cuiabá.






























