MAIS DE 100 GATOS

Aos 62 anos, Maria José cuida de mais de 100 gatos resgatados em Cuiabá e pede ajuda para continuar alimentando os animais

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Na casa simples e alugada onde mora no bairro Jardim Universitário, em Cuiabá, a rotina de Maria José de Araújo Pereira, também conhecida como Lia, de 62 anos, é dedicada quase integralmente aos gatos.

Hoje são mais de 100 animais vivendo sob os cuidados dela. Muitos foram resgatados das ruas ao longo dos últimos 11 anos — alguns ainda filhotes, outros doentes ou abandonados em caixas na porta de sua casa.

A situação exige uma rotina intensa de limpeza, alimentação e cuidados diários.

Mesmo assim, Lia não pensa em desistir.

“Proteger os animais, salvar e alimentar é como salvar nossa própria vida”, afirma.

Além de cuidar dos animais, Lia também trabalha como depiladora. No entanto, a atividade acabou sendo prejudicada pela própria missão que ela assumiu.

Como a casa está sempre cheia de gatos, muitos clientes deixaram de frequentar o local. Por isso, hoje ela consegue atender apenas a domicílio.

Há meses em que o faturamento não chega nem a R$ 500, valor que precisa dividir entre as próprias despesas e a alimentação dos animais.

“Grande parte dos clientes não gosta de gato. Muitas pararam de vir aqui por causa deles”, conta.

Com menos atendimentos e sem renda fixa, manter a alimentação de mais de 100 animais se tornou um grande desafio. Quando a ração acaba, ela improvisa.

“Eu não deixo eles com fome. Se não tem ração, comem arroz.”

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O início

Os gatos começaram a aparecer com mais frequência há cerca de 11 anos. Segundo Lia, o abandono de animais é comum na rua onde mora.

“Muita gente joga os gatinhos novinhos aqui na frente de casa. Eu pego para salvar”, relata.

Foi assim que o número de animais foi crescendo ao longo do tempo. Além dos gatos abandonados, as próprias ninhadas contribuíram para aumentar o grupo.

“Eu não sabia que cada gravidez podia dar até nove gatinhos”, diz.

Hoje, todos convivem no mesmo espaço e recebem os cuidados que ela consegue oferecer.

“Eu amo todos como filhos.”

O resgate mais recente

Há cerca de 20 dias, um episódio marcou novamente a rotina da protetora.

Durante a noite, enquanto levava comida para os gatos que vivem nas quadras ao redor de sua casa, Lia ouviu miados vindos de uma caixa deixada na rua.

Dentro dela estavam oito filhotes recém-nascidos. Dois já estavam mortos, mas seis ainda estavam vivos.

“Quando abri a caixa comecei a chorar. Fiquei tão nervosa que minha pressão subiu”, lembra.

Ela levou os sobreviventes para casa e conseguiu salvar os pequenos, que agora precisam de cuidados especiais, alimentação adequada e um novo lar.

Sonho de construir um gatil

Além da ajuda para alimentação e cuidados veterinários, Lia também pede apoio para construir um gatil nos fundos da casa.

A ideia é criar um espaço organizado para os animais, melhorando a qualidade de vida deles e também permitindo que ela faça reparos necessários na residência.

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Com o ambiente mais estruturado, Lia acredita que poderá voltar a atender clientes dentro de casa, retomando parte da renda que perdeu nos últimos anos.

Infância simples e amor pelos animais

Maria José nasceu em João Alfredo, em 1963.

Cresceu em uma família grande, com 11 irmãos, em uma rotina marcada pelo trabalho na roça.

O amor pelos animais começou ainda na infância.

“Desde pequena sempre gostei muito de bicho, principalmente de gatinhos.”

Ela se mudou para Cuiabá em 1996, onde acabou transformando a proteção aos animais em uma verdadeira missão de vida.

Como ajudar

Quem quiser ajudar Maria José pode contribuir com doações para a construção do gatil e para manter os cuidados com os gatos.

📲 PIX: 34395768415
📛 Nome: Maria José de Arajo Pereira
🏦 Banco: Nubank

Também é possível acompanhar o trabalho dela e obter mais informações pelo Instagram:
📱 https://www.instagram.com/liaaraujop/

Entre os itens mais necessários no momento estão:

  • ração para gatos adultos
  • ração ou leite específico para filhotes
  • areia sanitária
  • medicamentos veterinários básicos

Apesar das dificuldades financeiras e da rotina exaustiva, Maria José afirma que pretende continuar ajudando os animais enquanto tiver forças.

“Enquanto eu puder, vou continuar salvando.”

 

 

Veja um pouco da rotina da Dona Lia.

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