A procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), criticou nessa sexta-feira (14.03) a estrutura da segurança pública em Mato Grosso, destacando que a perda de efetivo compromete a proteção da população e dificulta o combate aos feminicídios.
“Não há efetivo suficiente. Formar um policial leva um ano, os últimos concursos não nomearam nem 1.000 profissionais, e mais de 2.000 servidores se aposentaram nos últimos dois anos. Segurança pública exige investimento e pessoal capacitado; tecnologia sozinha não resolve”, afirmou durante visita à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Segundo a parlamentar, a falta de profissionais qualificados dificulta o atendimento a mulheres em situação de risco e reforça a necessidade de políticas públicas estruturadas e preventivas.
Ela também alertou para os altos índices de feminicídio no estado e pediu ações concretas envolvendo todos os níveis de governo — federal, estadual e municipal — com investimento em equipes capacitadas para proteger mulheres em risco.
“O feminicídio não acontece do dia para a noite. Ele dá sinais, e muitas vezes as mulheres não buscam ajuda por não saberem a quem recorrer ou por falta de confiança nos órgãos existentes. Precisamos garantir que esses ambientes sejam seguros e confiáveis. Evitar um feminicídio não é fácil, mas, se todas as forças se unirem, podemos reduzir muito esses casos”, disse Coronel Fernanda.
O Observatório Caliandra divulgou na última terça-feira (10) que Mato Grosso registrou 338 feminicídios entre 2019 e 2025, uma média anual de 48 assassinatos motivados por questões de gênero. Os números evidenciam a persistência da violência letal contra mulheres e meninas no estado.
Em 2026, já foram contabilizados quatro feminicídios, elevando o total para 342 mortes em 86 meses, segundo a entidade.






























