O Governo de Mato Grosso inaugura oficialmente, na tarde desta sexta-feira (19), o novo Hospital Central de Cuiabá. A unidade, que será gerida pelo Hospital Albert Einstein, inicia a fase assistencial apenas em 19 de janeiro, quando o primeiro paciente deve entrar para cirurgia.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, a abertura será gradual devido à complexidade da estrutura. O hospital conta com 287 leitos, dez salas cirúrgicas — incluindo robótica, hemodinâmica e UTIs.
“Um hospital dessa magnitude é quase impossível apertar um botão e no outro dia estar tudo funcionando”, afirmou.
Gilberto explicou que o contrato com o Einstein prevê até 30 dias entre a entrega integral da unidade e o início dos atendimentos. Nesse período, ocorre a etapa de preparação operacional, com contratação e treinamento das equipes, organização de sistemas e recebimento de materiais.
“Já chegou 34 carretas de materiais para a operação dos primeiros três meses do hospital. Fora mais 10 carretas que devem chegar de medicamentos”, disse.
As equipes do Estado já iniciaram contato com os pacientes que estão na fila para cirurgias. Como se trata de um hospital de alta complexidade, exames e procedimentos pré-operatórios precisam ser atualizados.
“Nós já estamos fazendo isso, na seleção dos pacientes”, explicou o secretário, que alertou para que a população não desconsidere chamadas da regulação: “Muitos acham que é fakenews, é golpe. Mas não é, nossa equipe de regulação está entrando em contato”.
A nova unidade será de “porta fechada”, ou seja, todo o acesso será exclusivamente via regulação do SUS, sem atendimento por demanda espontânea. “Não adianta sair de casa e ir direto ao Hospital Central. O paciente vai passar pela regulação, mesmo em casos de urgência”, reforçou.
O hospital terá como prioridade procedimentos de média e alta complexidade que hoje dependem de encaminhamento para outros estados ou ações judiciais, como neurocirurgias, cirurgias cardiológicas, pediátricas e robóticas.
“O hospital nasce com esse perfil de alta complexidade para suprir o que hoje não conseguimos ofertar no estado”, afirmou Gilberto.
A abertura do Hospital Central integra uma estratégia mais ampla de reorganização da rede estadual, que inclui quatro novos hospitais regionais e a ampliação de programas como o Fila Zero. Segundo o secretário, essas mudanças devem acrescentar cerca de R$ 1 bilhão por ano ao custo da saúde. Para ele, a continuidade dos investimentos será decisiva.
“Se o gestor que vier não priorizar isso, pode comprometer todo esse esforço”.
Apesar da inauguração simbólica nesta sexta, a operação efetiva começará em janeiro e será ampliada mês a mês até atingir a capacidade plena.























