POLÊMICA

Mais uma família diz não ter sido consultada e rejeita desapropriação do Contorno Leste anunciada por Abílio

Foto: Reprodução

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A família Itacaramby afirmou, nesta quinta-feira (4), que não concorda com a desapropriação de sua área localizada no Contorno Leste, em Cuiabá. A manifestação contraria a declaração do prefeito Abílio Brunini (PL), que, ao anunciar a desapropriação, afirmou já ter conversado e chegado a um acordo com os proprietários. A família de João Pinto, morto a tiros neste ano durante um conflito na região, também já havia se posicionado contra a medida.

Em nota, a família Itacaramby esclareceu que nunca foi consultada por nenhuma autoridade municipal ou estadual sobre a possibilidade de desapropriação.

“Em nenhum momento fomos procurados por quem quer que seja. A informação de que haveria consenso é incorreta”, afirmou.

Os proprietários reforçam ainda que as áreas invadidas são contíguas e, por isso, não podem receber soluções diferentes. Segundo a nota, essa interpretação é compartilhada pela juíza responsável pelo caso, pela Comissão de Conflitos Fundiários e pela Polícia Militar, que chegou a preparar um plano de reintegração de posse.

“A solução que for adotada para uma das áreas deve ser adotada igualmente para a área vizinha”, destacou a família.

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A família Itacaramby declarou também estar alinhada à família Pinto na busca por uma solução legal, justa e sem desapropriação, defendendo que ambas as propriedades sejam tratadas com respeito à posse legítima e à segurança jurídica.

O prefeito Abílio Brunini anunciou no último sábado (29) a decisão de desapropriar a área e iniciar o processo de regularização fundiária, garantindo que as famílias que ocupam o local não seriam removidas.

A família de José Pinto, assassinado em fevereiro deste ano durante um conflito na região, contestou publicamente a versão do prefeito sobre um suposto acordo para a desapropriação. José Antônio, representante da família, afirmou que os proprietários não foram consultados, apenas comunicados da decisão.

“Não é um acordo, é uma imposição. Não tivemos opção de escolha. O prefeito disse que conversou sobre valores, mas nós nos recusamos a tratar disso. A propriedade é nossa desde 1967, conquistada com muito sacrifício”, disse José Antônio.

Leia a nota na integra:

Em função da divulgação por um veículo da imprensa da informação incorreta de que a família Sr. João Pinto não concorda com a desapropriação da sua área que foi invadida no contorno leste, mas que os outros proprietários que também tiveram suas áreas invadidas estariam de acordo com a desapropriação, venho esclarecer que a família Itacaramby também não concorda com a desapropriação de sua área.

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Esclarecemos ainda que em nenhum momento fomos consultados sobre isso por quem quer que seja. A opinião da família é que não há a menor possibilidade de se adotar soluções distintas para as áreas invadidas que são contíguas como bem já apontou a Juíza, a Comissão de Conflitos Fundiários e a Polícia Militar que havia preparado o plano de reintegração de posse.

A solução que for adotada para uma das áreas, deve ser adotada para a área vizinha. A família Itacaramby está em acordo com a família Pinto no sentido de buscar uma solução legal e justa para todas as partes envolvidas, sem desapropriação.

 Assinado: Paulo Itacarambi  

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