"AGARIAR POPULARIDADE"

Botelho diz que mudança de Abilio sobre Contorno Leste é “egocentrismo”

Foto - Vanderson Ferraz

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) voltou a criticar o prefeito Abilio Brunini (PL) pela mudança de postura em relação à regularização da área do Contorno Leste, em Cuiabá. Para Botelho, a decisão do prefeito não foi movida por coerência ideológica, mas por interesse em “angariar popularidade”.

Botelho afirmou que Abilio “não é de direita” e que aprovaria qualquer pauta “se isso der voto”. Segundo ele, o prefeito politizou o debate ao chamar moradores da área de invasores e insinuar ligação com o crime.

“Essa ocupação e o resultado que está acontecendo lá são lutas do deputado Wilson Santos e do deputado Valdir Barranco. Temos que reconhecer. E quero parabenizar o Abilio, porque ele está reconhecendo que realmente precisa daquela regularização”, disse Botelho, ressaltando, porém, que considera a mudança motivada por interesse pessoal.

O deputado foi além e acusou o prefeito de agir conforme o impacto eleitoral das pautas.

“Se amanhã ele achar que casamento gay vai dar voto para ele, ele vai aprovar também. Ele é assim. Trabalha em cima do egocentrismo dele. Quando vê que algo dá popularidade, ele faz”, declarou Botelho.

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Botelho também responsabilizou Abilio por transformar a discussão em um embate político.

“Quem politizou foi o Abílio. A discussão era social. Ele que disse que era invasão, que o povo lá não merecia, que tinha gente de comando. Ele que criou essa polêmica.”

Questionado sobre a acusação do prefeito, que afirmou existir vídeo de Botelho pedindo votos na região, o deputado negou qualquer vínculo eleitoral.

“Incentivando, não. Quando fui lá, as pessoas já estavam lá. Defendi que regularizasse, e é isso que ele está fazendo hoje. Ele devia me agradecer, porque eu incentivei o que está dando resultado agora”, pontuou o deputado. 

“Na verdade, ele não é defensor de nada, é defensor dele mesmo. Quando viu o desgaste que teria se não aprovasse, mudou. Ele não pensa como direita, não é direita”, finaliza. 

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