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Deputados mantêm veto e barram reajuste de servidores do Judiciário em MT

Angelo Varela/ALMT

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Os deputados estaduais decidiram manter, nesta quarta-feira (3), o veto do governador Mauro Mendes (União) ao projeto que concedia reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário.

Na votação, foram registrados 10 votos pela manutenção do veto e 12 pela derrubada. Como eram necessários ao menos 13 votos — maioria simples — para que o veto fosse rejeitado, a decisão do Executivo acabou prevalecendo.

Participaram da sessão os deputados Valdir Barranco (PT), Faissal (Cidadania), Paulo Araújo (PP), Valmir Moretto (Republicanos), Fábio Tardin (PSB), Max Russi (PSB), Wilson Santos (PSD), Carlos Avallone (PSDB), Chico Guarnieri (PL), Thiago Silva (MDB), Beto Dois a Um (PSB), Lúdio Cabral (PT), Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dalbosco (União), Janaína Riva (MDB), Gilberto Cattani (PL), Eduardo Botelho (União) e Dr. Eugênio (PSB).

Como a votação de vetos é secreta, não é possível saber como cada parlamentar se posicionou. As galerias da Assembleia estavam lotadas de servidores do Judiciário, que acompanharam a sessão à espera do resultado.

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Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia emitido parecer favorável à derrubada do veto.

O veto integral do governador foi publicado no Diário Oficial do Estado na terça-feira (2). Mendes justificou que o reajuste seria materialmente inconstitucional e afrontaria normas fiscais e orçamentárias. O governo também argumentou que a medida poderia gerar um “efeito cascata” de aumentos nos demais Poderes, o que acarretaria impacto estimado de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos.

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