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Cattani pede mobilização nacional para impedir desapropriação do Contorno Leste que resultou na morte de proprietário

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), voltou a criticar a desapropriação do Contorno Leste anunciada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), no último domingo (30). Em vídeo divulgado em suas redes sociais, ao lado de José Pinto, filho de João Pinto, proprietário da área atingida pelo conflito fundiário, o parlamentar afirma que a situação “deveria ganhar repercussão nacional” e pede apoio de senadores e deputados federais para que o caso seja solucionado.

“A família teve prejuízo físico, material e emocional. O Sr. João Pinto foi assassinado enquanto defendia a sua propriedade”, disse o parlamentar.

Abilio anunciou, no último sábado (29), a decisão de desapropriar a área e iniciar o processo de regularização fundiária do local, garantindo que as famílias que vivem no local não serão mais removidas. José Pinto relatou que a família se vê em situação de vulnerabilidade.

“Nós somos vítimas. Procuramos nos defender dentro da legalidade. Não queremos atacar ninguém, queremos fazer parte da solução. A nossa família está unida nesse propósito”, afirmou.

“É a chance do prefeito Abilio Brunini (PL), de virar a chave da cidade nessa cultura de invasão”, acrescentou.

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Segundo José Pinto, a família ocupa a região desde 1967, onde desenvolvia atividades rurais como criação de gado de reposição, confinamento, plantio e oficina mecânica. Ele afirma que, após a pavimentação da Avenida Contorno Leste, as invasões começaram a se intensificar.

De acordo com seu relato, ao tentar impedir a entrada de invasores, houve episódios de violência.

“Eu estava trabalhando com a máquina, retirando o material que colocavam ali. Cercaram a máquina, me agrediram, e eu perdi completamente os sentidos”, afirmou. Seu pai, João Pinto, morreu baleado durante outro confronto, segundo a família.

José Pinto também citou que a área passou por análise da Comissão de Conflitos Sociais do Governo de Mato Grosso, que produziu um relatório sobre a situação. O documento teria identificado entre 1.800 e 2.000 ocupantes, dos quais cerca de 200 seriam famílias vulneráveis.

Ele afirmou que, com base nesse diagnóstico, a família propôs doar à Prefeitura uma área alternativa, localizada em região com acesso facilitado, para abrigar essas famílias identificadas como vulneráveis, com infraestrutura a ser implementada pelo município.

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“Era um desejo do meu pai encontrar uma solução pacífica. Mesmo não sendo nossa obrigação, oferecemos uma área para acomodar quem realmente necessita”, afirmou José Pinto.

O processo judicial referente à reintegração de posse, segundo eles, estaria suspenso por decisão do STF, o que impede ações imediatas no terreno.

José Pinto declarou ainda que a família não pretende vender a propriedade. “É questão de honra. Ali está o sangue da minha família, literalmente. Não é só dinheiro que move a vida”, disse.

Ao encerrar, o deputado Cattani reforçou o pedido de apoio aos parlamentares federais. “Não nos deixem pelejar sozinhos. É uma situação complexa, e o município também precisa agir”, afirmou.

Veja vídeo:

 

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