O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), criticou a decisão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de desapropriar a área do Contorno Leste e iniciar o processo de regularização fundiária da região.
Cattani usou as redes sociais neste domingo (30), logos após Abilio anunciar que a Prefeitura vai protocolar, nesta segunda-feira, uma manifestação de interesse em desapropriar o terreno onde hoje vivem centenas de famílias. A decisão do prefeito foi tomada após reuniões com moradores, autoridades do Judiciário e representantes do Ministério Público.
Para Cattani, porém, a medida representa um incentivo a novas ocupações irregulares e um desrespeito aos proprietários da área. Em discurso contundente, o deputado comparou a situação a práticas de movimentos sociais que, segundo ele, utilizam “escudos humanos” para sensibilizar a opinião pública.
““Tenho um recado a você que não tem casa para morar: a ideia que está posta é que, se você não invadiu, invada, porque o Poder Público regulariza, como sempre foi feito em Cuiabá pelo pessoal de esquerda que governou a cidade”, declarou Cattani.
“O humorista tem um escudo humano. O MTST, o MST, o Hamas… esse escudo humano que eles usam são justamente as crianças, as mulheres, os idosos. Eles invadem propriedade, praticam terrorismo e põem na linha de frente justamente os mais vulneráveis para criar esse tipo de comoção. É isso que hoje vemos aqui também”, afirmou o deputado.
Cattani questionou diretamente o argumento de que a regularização é necessária para garantir tranquilidade às famílias ocupantes durante as festas de fim de ano. Ele voltou a defender os proprietários originais da área, citando o caso do idoso João Antônio Pinto, de 87 anos, morto a tiros em fevereiro deste ano, por dipsuta de terras na região.
“Agora, vamos regularizar para que eles passem o final do ano em tranquilidade, passem bem o Natal? Eu quero fazer um questionamento aqui: e a família Pinto? O Sr. João Pinto foi assassinado dentro da sua propriedade, a sangue frio, um senhor com mais de 80 anos, quase cego. E agora seus herdeiros legítimos estão sendo usurpados do seu direito de propriedade. Como será o Natal dessa família? Será que eles têm filhos? Idosos? Como será relembrar tudo isso nesse Natal?”, questionou o deputado.
Cattani afirmou que os proprietários atuais não desejam vender a área e têm seus direitos violados com a intervenção da Prefeitura.
“Os atuais proprietários estão tendo sua área tomada e sua honra violada porque não querem vender. Chegou-se a essa decisão e vai, na marra, tomar dos proprietários reais e legítimos para entregar aos invasores”, declarou.
Contexto do caso
A área do Contorno Leste é alvo de disputa desde 2023, quando parte do terreno foi ocupada por famílias de baixa renda. O idoso João Antônio Pinto, proprietário de uma das áreas, mantinha conflitos com invasores. Ele foi assassinado em 23 de fevereiro de 2024 pelo policial civil Jeovanio Vidal Griebel, que confessou o crime.
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