ELEIÇÕES 2026

Federação articula nomes para ampliar vagas na Câmara Federal e ALMT

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A Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — intensificou sua articulação para as eleições de 2026 em Mato Grosso e trabalha com uma meta ambiciosa, eleger representantes para a Câmara Federal e conquistar ao menos três cadeiras na Assembleia Legislativa. A estratégia foi confirmada pelo presidente estadual da federação, o ex-vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa (PV), que reforçou a necessidade de corrigir equívocos cometidos no último pleito e fortalecer a presença do campo progressista no Estado.

Segundo Stopa, a federação já inicia o ano com nomes competitivos para a disputa federal. Estão na lista o ex-senador Antero Paes de Barros (PV), a ex-primeira-dama de Rondonópolis Neuma Morais (PV), além de três pré-candidatos do PT: a ex-deputada federal Rosa Neide, o suplente de vereador Léo Rondon e o vereador de Rondonópolis Wendell Girotto.

Para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os nomes ainda não foram oficialmente apresentados, mas as articulações seguem em curso.

Stopa reconheceu que a federação cometeu falhas significativas na eleição de 2022, quando o modelo ainda era recente para os partidos. O dirigente avaliou que a falta de organização e de tempo para alinhar estratégias impactou diretamente no desempenho eleitoral, gerando consequências sentidas até hoje.

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“A gente tem que fazer uma mea culpa em relação à eleição de 2022. O efeito federação aconteceu muito rápido na vida dos partidos, e nós não tivemos tempo de fazer a lição de casa”, afirmou.

Ele explicou que, ao contrário do último pleito, o grupo agora trabalha de maneira coordenada, com planejamento conjunto entre PT, PV, PCdoB e outros partidos aliados. O objetivo é garantir que, desta vez, a federação entre na disputa com estrutura, organização e cálculo eleitoral preciso.

“Agora, com parceria com o PT, PCdoB e outros partidos aliados, nós estamos fazendo o dever de casa. E o dever de casa é: no quesito de deputado estadual é brigarmos por três ou quatro vagas. Três é tranquila, mas brigarmos pela quarta vaga. Também termos representação na Câmara Federal”, completou.

Efeito Rosa Neide ainda assombra o grupo

Um episódio ainda muito lembrado entre os partidos de esquerda é o chamado “efeito Rosa Neide”. Em 2022, a ex-deputada federal obteve mais de 124 mil votos e foi a candidata mais votada de Mato Grosso, mas acabou não sendo eleita devido ao quociente eleitoral — uma falha estratégica considerada grave pelos dirigentes.

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O caso impactou não apenas o PT, mas toda a federação, e é constantemente usado como exemplo do que não pode voltar a ocorrer no próximo pleito.

“A Federação Brasil da Esperança não vai permitir que este erro volte a acontecer. Pode ter certeza que teremos vários deputados estaduais eleitos e vamos ter deputados federais”, disse Stopa.

O presidente reforçou que a federação vem mapeando com precisão cada potencial candidato para evitar surpresas desagradáveis.

“As vagas já estão todas preenchidas e todos com potencial eleitoral interessantíssimo”, acrescentou.

Apoio na disputa majoritária

Mesmo com o foco em ampliar a representação proporcional, a federação não deve lançar nomes próprios para a disputa majoritária — que envolve Governo do Estado e Senado. Segundo Stopa, a tendência é apoiar candidatos aliados, e o PSD figura como uma das siglas mais cotadas para receber esse apoio.

O movimento reforça a estratégia de priorizar esforços na formação de bancada e na recomposição da presença progressista em Mato Grosso, sem fragmentar a base de alianças já estabelecida.

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