EM DEZEMBRO

Presidente do Mixto e advogado disputam comando da FMF

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O processo eleitoral da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), retomou oficialmente seu curso após meses de suspensão e entraves jurídicos. Duas chapas foram registradas para disputar a presidência no quadriênio 2025–2029: uma encabeçada pelo advogado Diogo Pécora, atual presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso (TJD-MT), e outra liderada pelo empresário Dorileo Leal, dirigente da SAF do Mixto.

A confirmação das candidaturas marca uma nova fase na reestruturação política da entidade que comando o futebol no estado. A eleição ocorrerá em 2 de dezembro de 2025, na sede da FMF, em Cuiabá.

A chapa “Unidos pelo Avanço do Futebol de MT”, liderada por Diogo Pécora, registrou apoio de 19 dos 27 clubes e ligas aptos a votar. O número expressivo posiciona o grupo como favorito na disputa. Além de Pécora na presidência, a composição inclui Bruno Manfio, do Primavera, como candidato a vice-presidente, acompanhado de Antonio José de Gois, Francisco Mendes e Marcinho Lacerda, presidente do Cáceres.

Segundo pessoas ligadas à campanha, o projeto defende a modernização da gestão da FMF e o fortalecimento da estrutura competitiva dos clubes. A chapa tem destacado, nos bastidores, a intenção de ampliar investimentos em categorias de base e estabelecer um planejamento integrado entre Liga, clubes e federação. O grupo afirma que essa união seria essencial para reduzir desigualdades internas e aprimorar o calendário esportivo.

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Do outro lado da disputa, a chapa “Federação para Todos”, comandada por Dorileo Leal, juntou oito assinaturas de apoio no ato de registro. Além de presidir a SAF do Mixto, Leal vem ampliando sua presença no cenário esportivo mato-grossense, especialmente após a reestruturação administrativa do clube.

A chapa apresenta como candidatos à vice-presidência Geandre Bucair, do Dom Bosco; Leomar Lauxen, do Nova Mutum; Reydner Souza, ex-União; e Algacyr Junior. O grupo afirma que busca uma FMF mais transparente e alinhada às necessidades dos times do interior, defendendo mudanças estruturais no processo de tomada de decisões.

A disputa entre as duas chapas representa, para muitos dirigentes, um cenário inédito na política esportiva de Mato Grosso, marcado por uma divisão clara entre os clubes mais alinhados à atual condução do futebol local e aqueles que defendem uma ruptura com o modelo existente.

Calendário eleitoral 

Com o registro oficial das candidaturas, o processo segue agora para a fase de impugnações, cujo prazo está aberto até 24 de novembro. A etapa seguinte será dedicada às defesas, com encerramento previsto para 27 de novembro. Somente após esse trâmite será divulgada a homologação final das chapas e a lista definitiva do colégio eleitoral, marcada para 28 de novembro.

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Caso alguma candidatura seja indeferida, há possibilidade de recurso ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) até 29 de novembro. O órgão será responsável por analisar eventuais contestações e validar ou não a participação dos grupos na votação.

 Imbróglios jurídicos

A retomada do processo ocorre após meses de interrupção. Desde maio de 2025, a eleição estava paralisada em meio a discussões judiciais envolvendo critérios de participação, filiação de clubes e regras eleitorais. O impasse gerou insegurança entre dirigentes e atrasou o planejamento esportivo da federação.

A suspensão só foi derrubada após decisões judiciais que permitiram à FMF retomar seu cronograma interno e abrir oficialmente o período de registro das chapas.

Com o pleito marcado para 2 de dezembro, a movimentação política aumentou nos bastidores. Embora a chapa de Pécora largue com apoio majoritário, a equipe de Dorileo Leal trabalha para ampliar o diálogo com dirigentes indecisos. Nos dois grupos, a avaliação é de que a campanha deve ser marcada por articulações intensas nos próximos dias.

A eleição ocorrerá na sede da FMF, em Cuiabá, e reunirá representantes dos clubes profissionais, ligas e entidades com direito a voto. O resultado definirá os rumos da federação pelos próximos quatro anos, em um ciclo que promete ser estratégico para o crescimento do futebol mato-grossense.

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