O senador Jayme Campos (União Brasil) vem ampliando o diálogo com lideranças políticas de Mato Grosso para consolidar seu projeto de disputar o governo do Estado em 2026. Nesta segunda-feira (3), ele esteve na Assembleia Legislativa, onde aproveitou uma agenda visitar o presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB).
O encontro, segundo o próprio Jayme, foi “legal para caramba” e teve como foco as articulações para o próximo pleito. Durante a conversa, o senador aproveitou para sondar a prefeita de Jaciara, Andreia Wagner (PSB), esposa de Russi, como possível companheira de chapa.
A movimentação do senador é parte de uma estratégia mais ampla para construir força política dentro e fora do União Brasil. A reunião contou também com a presença do deputado estadual Eduardo Botelho (União), um dos principais aliados de Jayme.
Segundo interlocutores próximos, a articulação do senador tem como objetivo ampliar alianças e testar possíveis composições para 2026, já que ele enfrenta resistências dentro do próprio partido. No União Brasil, o governador Mauro Mendes — que preside o diretório estadual — já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como seu sucessor natural.
Mendes tem dito que Jayme Campos tem “liberdade para construir seu projeto”, mas sinaliza que, na visão do grupo que comanda o Executivo estadual, o espaço natural do senador seria uma nova candidatura à reeleição no Senado.
A possibilidade de ter Andreia Wagner como vice reforça a tentativa de Jayme de ampliar o diálogo com setores do PSB e com prefeitos do interior. Andreia foi reeleita em Jaciara em 2024 com cerca de 80% dos votos válidos, um dos maiores índices de aprovação entre os gestores municipais do Estado.
O encontro com Max Russi, segundo fontes, aconteceu de forma rápida, mas teve peso político significativo. A conversa foi interpretada como mais um passo no processo de sondagem de nomes e de consolidação da chapa majoritária que Jayme pretende apresentar no início do próximo ano.
A expectativa é que até março de 2026, prazo final para mudanças partidárias sem punição, as alianças estejam definidas. Esse período marca a janela de transição partidária e é considerado estratégico para ajustes políticos e novas filiações antes do início oficial das campanhas.
Disputa interna e cenário eleitoral
Dentro do União Brasil, o clima é de divisão. Enquanto Jayme Campos articula sua candidatura, Mauro Mendes prepara-se para disputar uma vaga no Senado. O governador mantém apoio a Otaviano Pivetta, que já conta com parte do grupo político do Palácio Paiaguás.
Além de Jayme e Pivetta, outros nomes começam a se movimentar para disputar o governo de Mato Grosso. O senador Wellington Fagundes (PL) também trabalha para consolidar seu projeto, embora enfrente impasses dentro da própria sigla. Do lado da oposição, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) desponta como possível candidata pelo campo da esquerda.
O cenário, portanto, é de intensas movimentações e sondagens, com lideranças buscando alianças e testando nomes que possam fortalecer as chapas majoritárias para 2026. A tendência é que, até o início do próximo ano, as conversas se tornem mais públicas e as definições comecem a ganhar forma.




















