A Operação Lençol de Areia, deflagrada nesta sexta-feira (10) pela Polícia Federal, tem o objetivo de combater crimes de manutenção de casa de prostituição e usurpação de bens da União em área de garimpo ilegal localizada no interior da Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A investigação teve início após denúncia anônima, que apontou a existência de um prostíbulo e bar funcionando em região de garimpo ilegal conhecida como Garimpo do Cururu.
Durante os levantamentos, foi constatado que a investigada anunciava os serviços ilícitos em redes sociais, vinculando o pagamento da prostituição ao ouro extraído ilegalmente da terra indígena.
Com base nas provas reunidas, a 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Cáceres/MT expediu mandado de busca e apreensão, cumprido na residência da investigada, com o objetivo de coletar novos elementos de prova e confirmar as evidências já presentes nos autos.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos nas práticas criminosas, que atingem tanto o patrimônio da União quanto os direitos das comunidades indígenas.
Garimpo ilegal no território Segundo números do Governo Federal, o território do garimpo do Sararé, só em 2025, atingiu 599 hectares e com mais de 1.814 alertas de garimpo tornando a região a mais afetada do Brasil pelo garimpo. Os garimpeiros, que fazem ondas de migração atrás dos
locais onde está o ouro e outros metais preciosos, estão sob a constante mira das forças de segurança, como a megaoperação denominada Xapiri, que vem atuando no combate
do garimpo ilegal na região.























