SESSÕES POLÊMICAS

Paula denuncia violência política de gênero durante sessões na Câmara: “não vou me assustar com um grito”

Paula relatou diversos episódios de desrespeito durante as sessões, incluindo interrupções, gritos e tentativas de descredibilizar sua condução dos trabalhos.

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), denunciou nesta quinta-feira (9) que tem sido alvo de violência política de gênero dentro do plenário da Casa. Segundo a parlamentar, o comportamento repetido de alguns colegas de legislativo tem ultrapassado os limites do respeito e da convivência política.

“Eles estão fazendo violência política de gênero comigo sim. Mas eu não sou filha de pai assustado, não vou me assustar com um grito. Mas chega uma hora que as coisas estão passando do limite. E quando as coisas estão passando do limite, você tem que tomar uma atitude”, afirmou em entrevista à imprensa.

Paula relatou diversos episódios de desrespeito durante as sessões, incluindo interrupções, gritos e tentativas de descredibilizar sua condução dos trabalhos. O mais recente ocorreu na sessão da última terça-feira (7), quando os vereadores Chico 2000 (PL) e Tenente Coronel Dias (Cidadania) se envolveram em um bate-boca que precisou da intervenção da presidente para evitar agressões.

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A parlamentar ressaltou que não se trata de um caso isolado.

“Eu me policio muito para ter um equilíbrio mental, combinar a condução com muita autonomia e respeito, mas os vereadores não estão tendo o mesmo respeito com a minha pessoa, com a minha condução. E todas as sessões estão tendo esse tipo de atitude”, disse.

Ela detalhou ainda outros comportamentos que considera desrespeitosos.

“Já fui desrespeitada várias vezes. Não falo só de quando querem descredibilizar meu trabalho, mas quando gritam, apontam o dedo, invadem o espaço do outro. Não fui criada dessa maneira, e não é isso que a população quer ver”.

A presidente da Casa informou que já acionou o Conselho de Ética da Câmara para discutir possíveis medidas sobre o caso e defendeu que os parlamentares retomem o diálogo e o respeito mútuo.

“Nós temos a Comissão de Ética aqui da Casa e já estive até conversando com presidente da comissão, o vereador e demais colegas da comissão para ver o que pode ser feito. Mas é necessário que haja esse diálogo”, finalizou.

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