O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin manteve, nesta segunda-feira (6), manteve prisão do policial militar aposentado Dejair Silvestre dos Santos, preso em Primavera do Leste (230 km de Cuiabá) durante uma operação da Polícia Federal na semana passada. A decisão confirma a conversão do flagrante em prisão preventiva, diante de indícios de que o ex-PM teria tentado atrapalhar as investigações sobre um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
Dejair atuava como segurança do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como o principal intermediário do grupo acusado de negociar decisões em várias instâncias do Judiciário. Ele foi preso na residência do lobista, acusado de esconder um celular durante o cumprimento de mandado judicial ação que, segundo a PF, configurou tentativa de obstrução de justiça.
A defesa do ex-militar, representada pelo advogado Lucas Curvo Figueiredo, afirmou que o processo corre sob segredo de Justiça e reforçou que o cliente nega qualquer envolvimento em irregularidades.
“A defesa técnica respeita a decisão, dela discorda e adotará as medidas cabíveis, reafirmando que o investigado nega a prática de obstrução e permanece à disposição da Justiça”, declarou o advogado em nota.
Na mesma decisão, o ministro Cristiano Zanin determinou também uma perícia médica em Andreson Gonçalves, que cumpre prisão domiciliar desde julho de 2025. O lobista, preso em novembro de 2024, é considerado peça-chave no escândalo de venda de sentenças e tem apresentado problemas de saúde. Laudos indicam que ele perdeu cerca de 20 quilos nos últimos meses — Andreson é paciente bariátrico e requer alimentação especial.
O STF destacou que a prisão de Dejair Silvestre tem como objetivo garantir a continuidade das investigações, que seguem em sigilo e apuram tanto o comércio de decisões judiciais quanto a morte do advogado Roberto Zampieri.





















