Imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram os bastidores da operação que desarticulou um garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada entre os municípios de Conquista d’Oeste (553 km de Cuiabá) e Pontes e Lacerda (445 km de Cuiabá). Considerada uma das áreas mais devastadas do país pela exploração clandestina de ouro, a região vinha sendo dominada por facções criminosas.
A operação foi conduzida de forma integrada entre a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron). A ação ocorreu entre domingo (28) e segunda-feira (30) e registrou momentos de confronto entre agentes da PF e integrantes armados da organização criminosa.
Segundo a PF, o objetivo foi combater não apenas o garimpo clandestino, mas também o desmatamento ilegal, o comércio ilícito de ouro, a atuação de facções criminosas e o porte ilegal de armas de fogo e explosivos.
Durante a ação, os agentes inutilizaram motores estacionários, geradores de energia, estruturas de apoio e túneis subterrâneos usados na exploração mineral.
No vídeo, mostram equipes entrando nos túneis do garimpo e encontrando galões de gasolina, equipamentos usados na extração e até kits de internet Starlink, tecnologia que possibilitava comunicação e monitoramento em tempo real dentro da floresta.
Além da destruição da infraestrutura dos garimpeiros, foram apreendidas armas de fogo, munições, grande quantidade de explosivos, minério de ouro e mercúrio — substância altamente tóxica, frequentemente usada na separação do ouro e responsável por graves impactos ambientais e à saúde das comunidades indígenas e ribeirinhas.
Em outro trecho das imagens, os policiais percorrem os escombros do acampamento montado pelos garimpeiros, descrevendo o local como um “cenário de destruição total”.
Impactos do garimpo ilegal
A Terra Indígena Sararé, localizada na região Oeste de Mato Grosso, é alvo histórico da atividade clandestina. Nos últimos anos, lideranças indígenas e órgãos de fiscalização têm denunciado o avanço de facções que exploram o garimpo em terras protegidas, provocando degradação ambiental, poluição de rios e ameaças à segurança das comunidades locais.
A operação, segundo a PF, representa um avanço na tentativa de frear o domínio de organizações criminosas sobre a região. As investigações continuam para identificar os responsáveis pela estrutura montada no local e rastrear os esquemas de comercialização ilegal do ouro extraído.
Veja vídeo:





















