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Acusado de pilotar moto em assassinato de personal em VG deixa delegacia em silêncio

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O jovem Vitor Hugo Oliveira da Silva, acusado de pilotar a motocicleta usada no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (1º) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele afirmou que não sabia que o amigo e policial militar Raylton Duarte Mourão pretendia matar a vítima. Imagens compartilhada pelo Midia News, mostra o momento em que o suspeito deixa a delegacia.

Segundo Vitor, Raylton o procurou pessoalmente um dia antes do crime, ocorrido em 11 de setembro,  e teria dito que precisava que ele fizesse um serviço. O jovem alegou que acreditava se tratar de um trabalho de capinagem.

De acordo com o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, o suspeito apresentou versões diferentes ao longo dos depoimentos.

“Ele disse, inicialmente, que o Raylton pediu para ele fazer uma missão, mas que não sabia que missão era essa. Que teria recebido R$ 500 após o crime, além de relatar que Raylton ouvia vozes e estava meio perturbado no dia”, explicou.

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“Já hoje, com mais calma, veio com outra versão. Não contou sobre esse fato das vozes e disse que, um dia antes do crime, Raylton foi pessoalmente até ele e afirmou: ‘Eu preciso de você amanhã para fazer um serviço para mim’. Nas palavras do Vitor, ele entendeu que seria um serviço de capinagem”, acrescentou o delegado.

Vitor confessou que pilotava a moto no momento do crime e que Raylton foi quem efetuou os disparos contra Rozeli, dentro do carro dela. Ele contou que, no local, o policial pediu que emparelhasse a moto ao lado do veículo da vítima.

“Naquele momento, ele já sabia que o Raylton ia tirar a vida daquela pessoa. Eu perguntei: ‘Você tinha o livre-arbítrio para parar a moto e voltar’. Ele falou: ‘Poderia, mas continuei, porque o Raylton com certeza ia me dar um tiro se eu não parasse ali’. Ele disse que decidiu continuar por medo de morrer”, relatou o delegado Bruno Abreu.

Depois dos disparos, Vitor afirmou que arrancou com a motocicleta do local.

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O jovem já havia trabalhado como ajudante na empresa do policial, a Reizinha Água Potável, há cerca de dois anos. No depoimento, ele disse que só soube da real intenção do amigo na hora da execução.

Vitor foi preso no dia 30 de setembro, quando tentava fugir em direção a Cáceres, a 240 km de Cuiabá. Após o depoimento desta quarta, ele deixou a delegacia sem falar com a imprensa e deve passar por audiência de custódia ainda hoje à tarde.

Motivação do crime

As investigações apontam que o assassinato foi motivado por uma ação judicial por danos morais movida por Rozeli contra a empresa de Raylton, após um acidente de trânsito. O policial militar segue preso preventivamente no Batalhão da Força Tática.

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