A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) deflagrou nesta segunda-feira (29) a Operação Moeda de Sangue 2, que resultou na apreensão de uma motocicleta e de uma caminhonete utilizadas pelo policial militar Raylton Duarte Mourão, réu confesso pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, ocorrido em no início de setembro, em Várzea Grande.
Segundo a polícia, a motocicleta foi localizada em uma oficina em Rosário Oeste e era usada por Raylton para monitorar a rotina da vítima. Imagens de câmeras de segurança mostram o militar circulando pela rua da casa de Rozeli no dia 21 de agosto, quase três semanas antes do crime. O veículo teria sido levado ao município pelos pais do acusado.
Já a caminhonete Chevrolet Montana foi identificada como meio de fuga da família de Raylton após o homicídio.
As investigações apontam que a motivação do crime está relacionada a uma disputa judicial. Rozeli havia acionado a Justiça contra a empresa de Raylton, a Reizinho Água Potável, pedindo uma indenização de R$ 24,6 mil. Inconformado, o policial decidiu pela execução da vítima.
O crime aconteceu em 11 de setembro, quando dois homens em uma motocicleta aguardaram a personal trainer sair de casa, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. O garupa, identificado como Raylton, efetuou os disparos à queima-roupa. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.
Prisões e andamento da investigação
Após o crime, o militar permaneceu foragido por 10 dias, até se entregar em um batalhão da Polícia Militar em Cuiabá, no dia 21 de setembro. Dois dias depois, sua esposa, Aline Valandro Kounz, também se apresentou à polícia, mas foi liberada em audiência de custódia por falta de provas.
Em depoimento à DHPP, Raylton confessou ser o autor dos disparos e isentou a esposa de qualquer participação. A polícia segue à procura do piloto da motocicleta, já identificado, mas que ainda não foi localizado.
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