O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), voltou a criticar o atraso nas obras do BRT (ônibus de trânsito rápido) em Cuiabá e defendeu a aplicação de multa ao consórcio responsável pelo serviço. O parlamentar afirmou que já levou a preocupação pessoalmente ao governador Mauro Mendes (União Brasil), que também teria cobrado explicações sobre o andamento do projeto.
Em entrevista, Russi contou que alertou o chefe do Executivo sobre a necessidade de acelerar a execução do modal.
“Já falei isso sobre isso com o governador, pessoalmente: ‘Governador, precisamos alinhar essas obras, elas precisam avançar. Nós estamos avançando bem na BR-163 e no Parque Novo Mato Grosso é isso é muito bom, mas precisamos concluir o BRT e o Portão do Inferno em Chapada dos Guimarães. São duas obras significativas e que o Governo precisa avançar'”, contou Max sobre sua conversa com o govenador.
Segundo ele, Mendes demonstrou preocupação com os atrasos e chegou a ligar para o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, pedindo mais agilidade.
“Ele também está preocupado. Ligou para o secretário e pediu agilidade nos encaminhamentos”, afirmou.
Impasses na obra
As obras do BRT, iniciadas no ano passado, têm provocado transtornos diários à população, especialmente na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá.
O consórcio responsável pelo serviço é formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda.
Em março deste ano, o Governo do Estado e o consórcio firmaram acordo para a rescisão do contrato. Pelo entendimento, as empresas teriam 150 dias, prazo que se encerrou em agosto para concluir o trecho aberto na Avenida do CPA. O descumprimento resultaria em multa de R$ 54 milhões, que até o momento não foi aplicada.
Pressão por punição
Para o presidente da Assembleia, não há mais espaço para tolerar o descumprimento de prazos. Ele cobra medidas mais duras contra o consórcio.
“Infelizmente, tem empresas que ganham licitação e não têm capacidade de fazer aquilo que se propõem a fazer no prazo. Tem que multar, tem que tomar providências. Se não fizer isso, a população vai achar que a gente é omisso, que a gente está deixando de fazer a nossa parte”, criticou.
O parlamentar ainda defendeu que, caso o consórcio não consiga cumprir o contrato, outras construtoras assumam o projeto. “Se as empresas não dão conta de fazer, que elas saiam e que empresas melhores assumam essa obra para concluir o mais rápido possível. Nós temos em Mato Grosso boas empresas, mas infelizmente também aquelas que não conseguem cumprir com a sua obrigação”, completou.
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