NESTA QUINTA-FEIRA

Ex-PM acusado de matar advogada e ocultar corpo vai a júri popular

O julgamento será conduzido pela juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri Siqueira, e o processo tramita em segredo de Justiça.

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O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, acusado de matar a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, enfrenta nesta quinta-feira (25), às 9h, o júri popular no Fórum de Cuiabá. O julgamento será conduzido pela juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri Siqueira, e o processo tramita em segredo de Justiça.

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a magistrada determinou que apenas pessoas diretamente ligadas ao caso acompanhem a sessão. A medida atende pedido da assistente de acusação e busca preservar a imagem da vítima.

Almir responde pelos crimes de feminicídio, estupro, fraude processual e ocultação de cadáver.

A data do julgamento foi marcada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar, em junho deste ano, um recurso da Defensoria Pública que buscava a absolvição sumária do ex-PM.

Na ocasião, os defensores alegaram que ele sofreria de doença mental e, por isso, deveria ser considerado inimputável. O ministro Otávio de Almeida Toledo, porém, classificou os argumentos como “genéricos” e sequer analisou o pedido.

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Relembre o caso

Cristiane Tirloni foi morta na madrugada de 13 de agosto de 2023. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime ocorreu depois que ela se recusou a manter relações sexuais com o acusado.

O inquérito aponta que a advogada foi espancada e depois asfixiada até a morte. Os dois haviam se conhecido na noite anterior, em um bar de Cuiabá.

Ainda segundo a apuração policial, Almir manteve o corpo da vítima em sua casa por cerca de seis horas. Por volta das 8h30, ele saiu do imóvel dirigindo o carro de Cristiane, levando o corpo até o Parque das Águas, onde abandonou o veículo.

Na sequência, chamou um carro por aplicativo e voltou para casa. Pouco depois, convidou a namorada para ir ao local, em uma tentativa de criar álibi, conforme a acusação.

O corpo da advogada foi encontrado pelo irmão, que a viu deitada no banco do passageiro, usando óculos escuros colocados pelo suspeito. Sem imaginar o que havia ocorrido, o irmão dirigiu até o Complexo Hospitalar de Cuiabá (CHC), onde a morte foi confirmada.

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