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Cinquenta e seis distritos cartorários podem ser extintos em Mato Grosso; projeto do TJMT

O objetivo central é eliminar estruturas consideradas inviáveis economicamente e evitar que problemas semelhantes se repitam no futuro.

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Cinquenta e seis distritos cartorários de Mato Grosso podem ser formalmente extintos caso seja aprovado na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar nº 24/2025, encaminhado pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargador José Zuquim. A proposta também prevê alterações na regra para criação de novos distritos extrajudiciais. O objetivo central é eliminar estruturas consideradas inviáveis economicamente e evitar que problemas semelhantes se repitam no futuro.

“Após estudos realizados na CGJ-MT, verificou-se a existência de serventias criadas há mais de quatro décadas e que nunca foram objeto de escolha nos editais de concurso realizados, permanecendo sem a devida outorga a titulares por meio do devido processo de provimento. Ademais, referido estudo apontou que a localização dessas serventias revela que, muitas delas, estão situadas em distritos próximos a municípios que já contam com unidades extrajudiciais em pleno funcionamento, o que torna desnecessária sua manutenção isolada”, afirma trecho da justificativa enviada ao Legislativo.

Estudos apontam entraves e custo elevado

De acordo com a Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), a manutenção de cartórios que nunca entraram em operação gera custos e entraves administrativos. Caso fossem ativados, esses distritos dependeriam quase exclusivamente da chamada “renda mínima”, paga com recursos do Fundo de Compensação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais (FCRCPN). A utilização do fundo para sustentar unidades inviáveis, segundo o TJMT, pressionaria o orçamento e comprometeria sua função de equilibrar a prestação de serviços essenciais.

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Mudança nas regras de criação

Além da extinção, o projeto estabelece que a criação de novos distritos cartorários não será mais automática com a instalação de uma nova comarca judicial. A partir da nova norma, só poderão ser criadas serventias extrajudiciais após a realização de estudo de viabilidade técnica, garantindo demanda real e sustentabilidade financeira.

Tramitação na Assembleia

O Projeto de Lei Complementar nº 24/2025 será analisado inicialmente pelas comissões permanentes da Assembleia Legislativa e, em seguida, encaminhado para votação em plenário. Caso seja aprovado, extinguirá oficialmente os 56 distritos cartorários listados e modificará as regras para futuras criações de serventias.

Veja lista dos  56 distritos cartorários podem ser extintos pelo TJMT:

Alcantilado, Batovi e Vale Rico, localizados no município de Guiratinga;

Aguapeí, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade;

Pirizal e Faval, em Várzea Grande;

Paraíso do Leste e Aparecida do Leste, em Poxoréu;

Coronel Ponce, em Campo Verde;

Fontanilhas e Terra Roxa, em Juína;

Nova Alvorada, Padronal, Noroagro e Colônia dos Mineiros, em Comodoro;

São José do Planalto, em Pedra Preta;

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Cristinópolis e Vila Progresso, em Rio Branco;

Varginha, em Santo Antônio do Leverger;

Riolândia e Rancharia, em Chapada dos Guimarães;

Santa Fé, em São José dos Quatro Marcos;

Buriti, em Alto Araguaia;

São Joaquim, em Tangará da Serra;

Assari, em Barra do Bugres;

Baús, em Cuiabá;

Celma, em Jaciara;

Novo Eldorado, em Tapurah;

Sonho Azul, em Mirassol D’Oeste;

Entre Rios, Santo Antônio do Rio Bonito, Santa Terezinha do Rio Ferro, Novo Mato Grosso, Piratininga e Parque Água Limpa, todos no município de Nova Ubiratã;

Fazenda de Cima (antigo Nossa Senhora Aparecida do Chumbo), em Poconé;

Analândia do Norte, em Marcelândia;

Serrinha e Jaraguá, em Água Boa;

Águas Claras, em Juara;

Capão Verde, em Alto Paraguai;

Água da Prata, em Brasnorte;

Nova Catanduva, em São José do Povo;

Groslândia, em Lucas do Rio Verde;

Ribeirão dos Cocais, em Nossa Senhora do Livramento;

Bezerro Branco, Horizonte do Oeste e Nova Cáceres, em Cáceres;

Colorado do Norte, em Nova Canaã do Norte;

Monte Castelo D’Oeste, em Glória D’Oeste;

Marechal Rondon e Itanorte, em Campo Novo do Parecis;

Paredão Grande e Toricueije, em Barra do Garças;

São José do Couto, em Campinápolis; 

Veranópolis, em Confresa.

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