ORDEM DE DESPEJO

Moradores do Contorno Leste protestam em frente a prefeitura de Cuiabá nesta segunda-feira

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Moradores que ocupam a região do Contorno Leste, em Cuiabá, realizaram um protesto em frente à Prefeitura na manhã desta segunda-feira (15), em oposição a um despejo programado para os próximos dias. O grupo cobra uma perícia da área e solicita que, caso a remoção seja feita, novas moradias sejam construídas antes do despejo. Imagens registradas no local mostram a aglomeração da população.

Em contato com os manifestantes, o prefeito Abílio Brunini (PL) adotou um tom firme e crítico, questionando a presença de algumas pessoas na área e desqualificando a participação de lideranças políticas.

“A gente já fez videomonitoramento antes, a gente sabe quem mora lá e quem vai lá para ganhar terra. Não vem com falsidade para mim. Eu sei que uma parcela da população mora lá. Sei que tem lugares construídos só para ir em dia de visita [da Assistência Social]. Não pode botar para alugar para outra pessoa morar, para pegar a casa para você”, disse Abílio em meio à multidão.

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O prefeito continuou, reforçando que não se deixaria influenciar por políticos.

“Eu sei que vocês estão acostumados com alguns líderes. Sei que vocês estão vendo eles gritarem aqui. Eles fazem parte de um movimento político que querem promover outros nomes. Eu estou preocupado com as crianças, os idosos, que moram lá. Estou preocupado com quem precisa. Não vou ser influenciado por militante de partido político”, acrescentou.

Segundo Ronaldo Sérgio Laurindo, representante dos moradores, cerca de 2,5 mil famílias vivem na área há três anos, que está atualmente sob disputa judicial. A Justiça de Mato Grosso determinou, no início de agosto, o cumprimento do mandado de reintegração de posse, dando prazo até 27 de outubro para saída voluntária dos ocupantes.

Ronaldo criticou ainda pesquisas da Assistência Social, consideradas por ele “infundadas”, e pediu que seja realizada uma perícia para verificar a autenticidade dos títulos de propriedade.

“Nesse meio tempo, apareceram pessoas diferentes se dizendo dono. Cinco pessoas entraram na Justiça. O que a gente vem brigando e reinvindicando é que seja feita uma perícia da área, para mostrar que aquelas escrituras, aqueles títulos são forjados”, disse.

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O representante concluiu solicitando compromisso do prefeito para garantir moradia antes do despejo.

“Faço um pedido de socorro aos órgãos públicos do Estado. Se esse pessoal sai de lá, não vão cumprir esse prazo e as pessoas vão ficar jogadas na rua sem moradia. A gente quer um compromisso do prefeito, que se realmente ele for alocar, que construa primeiro, para depois tirar o pessoal de lá”.

Veja vídeos:

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