O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou nesta segunda-feira (8), em entrevista à TV Vila Real, que não descarta uma aliança com o MDB para as eleições de 2026.
“Os únicos partidos que o PL nacional não aceita são os de esquerda. Fora isso, vamos conversar por um plano para o Brasil”, declarou Fagundes.
A falas vem em resposta às declarações do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que no domingo (7) afirmou em discurso durante o ato denominado “Reaja Brasil”, que não aceitará qualquer composição com os emedebistas. Abilio criticou adversários que, segundo ele, adotam posturas “omissas” e “incoerentes”. Além disso, sem cita nomes, o prefeito fez referência indireta à deputada estadual Janaina Riva (MDB), apontada como uma das favoritas à disputa pelo Senado. Janaina é nora de Fagundes.
A fala expõe uma diferença de posição dentro do partido. Enquanto Abílio descartou aproximações com o MDB, Fagundes reforçou que a direção nacional conduz tratativas e que o diálogo é necessário para fortalecer o projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Queremos o presidente Bolsonaro como nosso candidato. Queremos aprovar a anistia. Para isso, precisamos ter a maioria, inclusive, o MDB”, afirmou o senador.
Segundo ele, o MDB é peça-chave para viabilizar a aprovação da anistia ao ex-presidente.
“Um grande partido que queremos e vamos trabalhar para que vote a anistia. Todos os partidos que não pensam na linha de esquerda são convidados e poderão fazer, inclusive, aproximações”, acrescentou.
Fagundes também recordou sua presença recente em um evento do MDB em Mato Grosso, que oficializou a deputada Janaina Riva como presidente estadual da sigla. O senador destacou que sua participação foi autorizada pela cúpula do PL e contou com o aval de Bolsonaro.
“Estive no encontro do MDB a pedido do meu presidente [Valdemar da Costa Neto], que conversou com o presidente Bolsonaro e foi autorizado pelo Bolsonaro. Fui lá, fiz questão de estar presente. Agora, na hora da eleição, definiu-se como será, aí vamos disputar. Mas eleição não pode ser para fazer inimizade”, completou.




















