O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), procurou aliados políticos do governador Mauro Mendes (União Brasil) para se retratar após chamar governadores de centro-direita de “ratos” em uma publicação nas redes sociais. Segundo uma fonte ligada ao Palácio Paiaguás, o pedido de desculpas teria sido feito a mando do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que considera Mendes um aliado de confiança.
“Carlos Bolsonaro mandou um emissário procurar o governador, a pedido do próprio pai para pedir desculpas. Bolsonaro disse ao filho que o governador Mauro tem sido um aliado fiel e prestativo, atuando discretamente e ajudando o ex-presidente”, afirmou a fonte.
Bolsonaro interveio após repercussão nacional. De acordo com relatos, Bolsonaro teria dito ao filho que Mendes é um aliado “de primeira hora” e pediu que o vereador buscasse a reconciliação.
Carlos, por sua vez, teria afirmado que “jamais” se referiria ao governador de Mato Grosso como “rato”. A polêmica começou quando o vereador usou a rede social X (antigo Twitter) para criticar governadores de direita que aparecem como potenciais candidatos à Presidência em 2026.
Na ocasião, ele afirmou que estariam agindo como “ratos” e “oportunistas” ao tentar se aproveitar do “espólio de Bolsonaro”. A fala gerou reação imediata de Mauro Mendes.
“Ele deve estar se sentindo ferido, magoado e falando pela boca aquilo que devia sair por outro lugar”, rebateu o governador, em resposta que repercutiu nacionalmente.
Governadores no radar de 2026, entre os citados indiretamente por Carlos Bolsonaro estão Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Romeu Zema (MG), todos nomes que têm se movimentado como potenciais presidenciáveis.
Mauro Mendes, embora negue interesse em disputar cargos nacionais, tem participado de articulações políticas com esse grupo. Nas últimas semanas, ele reuniu governadores em Brasília para debater, entre outros temas, a pauta da anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, medida que poderia beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-presidente é réu em ação que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Atualmente, cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e tem o julgamento marcado para o dia 2 de setembro, junto com outros sete acusados.
Enquanto isso, Mendes segue afastado temporariamente do cargo de governador em viagem familiar, devendo retornar no próximo sábado (31).























