O auge da carreira de Fernanda Torres, totalmente premiada e até indicada ao Oscar, coincide com o melhor momento de seu casamento de 27 anos com o diretor Andrucha Waddington. Superadas as diferenças do início do relacionamento (“Nós éramos muito diferentes”, admite ela), o casal vive hoje dias de paz, já com os filhos fora de casa e mais maduros.
“Nos dias atuais é revolucionário ficar casado tanto tempo. Primeiro porque você não fica casada com a mesma pessoa. Todo mundo vai mudando, é um processo de amadurecimento muito legal. Nos primeiros anos você acha que vai mudar aquela pessoa. Depois você desiste de mudá-la. Uma vez minha analista falou uma coisa maravilhosa: ‘vocês estão juntos para poderem ficar sós’. Isso nós temos mesmo. Eu e Andrucha somos capazes de ficar sozinhos juntos”, disse Fernanda Torres no podcast “Isso não é uma sessão de análise”, antes de embarcar para o Festival de Veneza, na Itália, para fazer parte do júri.
Fernanda Torres contou que os filhos do casal, Joaquim e Antonio, saíram de casa logo depois da pandemia. O primeiro, o mais velho, de 25 anos, foi morar sozinho. Já o caçula, de 17, foi estudar no exterior. Ela ainda tem dois enteados.
“Quando eu casei com o Andrucha ele já era pai de dois. Me vi cercada só de homens. Sorte que a ex dele é uma mulher extraordinária e nunca houve uma tensão. A separação deles foi muito bem feita. Nós convivemos muito. Tenho um carinho enorme pela Kiti (Duarte) e pelos meninos”, contou.
Mesmo sem planejar, Fernanda Torres diz também que acabou repetindo o padrão dos pais: “Repeti de certa forma a relação do meu pai e da minha mãe. Casei com alguém que também é meu parceiro profissional. E, assim como eles, vivo uma relação longa, que já dura 27 anos”.
Fernanda Montegro e Fernando Torres, pais da atriz, foram casados durante 56 anos, até a partida do ator em 2008.






























