O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a protagonizar declarações polêmicas ao criticar a qualidade da educação nesta terça-feira (19). Em conversa com jornalistas, ele afirmou que as escolas públicas brasileiras não conseguem ensinar nem o básico em português e matemática e, em tom ainda mais agressivo, disse que o ensino da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de “uma bosta”.
“A nossa educação no nível estado e município está de péssima qualidade. E muita das vezes alguém vai falar: ‘mas nós estamos em oitavo lugar no nível Brasil’. Você vê como o Brasil tá ruim também”, disse o prefeito.
Abilio não poupou nem mesmo o governador Mauro Mendes (União Brasil), de quem é aliado político. O prefeito ironizou o fato de Mendes comemorar o 8º lugar de Mato Grosso no ranking nacional de educação.
“Não tem do que se vangloriar […]. Isso mostra que a política Paulo Freire não funcionou. Então precisamos repensar qual é a política adequada. Nós temos que voltar ao básico”, declarou.
Críticas à desigualdade e à UFMT
O prefeito também atacou o acesso desigual ao ensino superior. Segundo ele, estudantes de escolas públicas acabam se endividando com o Fies para cursar faculdades privadas, muitas delas de Ensino à Distância, enquanto alunos de escolas particulares conseguem vagas nas universidades públicas.
“O que a gente vê hoje é as crianças de escola pública tendo que pagar parcelamento de Fies em escolas privadas e muitas vezes por EAD e baixa qualidade”, diz o prefeito.
“E enquanto aqueles que estudam em escolas privadas, que fazem cursinhos pré-vestibulares e tudo mais, eles entram nas faculdades públicas e eles vão lá ter acesso a uma outra educação diferenciada. Mesmo que a escola pública, a faculdade pública no nosso estado, por exemplo, seja uma ‘bosta’, como a UFMT tem sido”, completou.
A declaração do prefeito contra a UFMT repercutiu negativamente nas redes sociais, onde internautas cobraram respeito à instituição, que é referência em diversas áreas de pesquisa e formação acadêmica em Mato Grosso.
A reportagem procurou a UFMT, mas até o fechamento da matéria não obteve respostas. O espaço segue aberto.






























